Opiniões
Crónica dos assassinatos politicos selectivos em Luanda
De repente o nome de Cacuaco passou a ser pronunciado mais vezes nos munjimbus das pessoas em Luanda e não apenas. Os motivos não tiveram nada a ver com as praias que o município mais a norte ostenta, muito menos com o peixe de que o municipio é famosa fonte, nem foram as salinas que no passado deram o ar da sua graça. Desta vez tornaram famoso o Cacuaco e o bairro Paraíso, os bárbaros assassinatos de três agentes da polícia na madrugada de 1 de Junho de 2013.
O Regime de JES merece uma desobediência civil generalizada
Tenho a sensação que o regime pouco se importa que o país um dia venha a ser mergulhado numa nova guerra sangrenta e se calhar ainda mais sangrenta do que as anteriores
PGR, a verdade da mentira , ou a tragédia da verdade ? - Fernando Vumby
Duas fantasias criadas para encobrir juridicamente as mentiras , os roubos , os assassinatos , as demolições e os raptos praticados pelo regime , num país onde os personagens vivos se calam por medo , e deixam que os factos falem por eles
O direito à dúvida - Ondjaki
É com tristeza que vejo um qualquer angolano ser detido, ameaçado, molestado, porque desejou manifestar-se. Simplesmente "manifestar-se": mostrar aos outros que em alguma matéria não está de acordo com um outro grupo, cívico ou político.
Entrevistas
Porque continua o MPLA na Internacional Socialista?
O analista Fernando Heitor não entende por que motivo o partido no poder em Angola ainda é aceite pela prestigiada organização, “que se pauta por princípios democráticos” e “pelo respeito pelos direitos humanos”
Abílio Kamalata Numa: ‘Vi o Dr. Savimbi a cair’
O antigo secretário-geral da UNITA, Abílio Kamalata Numa, agora deputado à Assembleia Nacional por este partido, já foi um dos mais respeitados e temidos operacionais das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), o antigo braço armado de Jonas Savimbi
"Soube da morte do meu pai, um dia depois dos acordos de Paz" diz Isaías Dembo
O filho do antigo vice-presidente da UNITA, António Dembo, desvenda alguns segredos de como terá sido morto o seu pai. Sabemos que não é hábito recordar as ilustres figuras que se destacaram no panorama político-militar da UNITA a não ser de seu lider
David Mendes exige responsabilização da IURD pelas mortes do fim de ano
Em causa está a cerimónia do "Dia do Fim", promovida pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), estima-se que 250 mil pessoas se reuniram no estádio, que no entanto tem capacidade para apenas 70 mil
Fonte : tvi24.pt
Eleições em Angola: portugueses não arriscam sair de casa
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Proximidade da votação preocupa os muitos portugueses que vivem neste país africano. Temem manifestações e preparam-se com antecedência.

As eleições gerais em Angola da próxima sexta-feira também vão afetar os muitos portugueses que vivem neste país. Há quem não vá arriscar sequer sair de casa, com receio de eventuais protestos ou conflitos durante os próximos dias.

«Quinta-feira é o dia de reflexão. Dizem-nos que não convém sair de casa e nós, portugueses, não vamos arriscar. No dia das eleições muito menos, bem como no fim de semana», contou ao tvi24.pt Joana R., consultora de 28 anos.

Segundo a jovem portuguesa, fala-se da probabilidade de existirem «manifestações e outro tipo de confusões» nos próximos dias. «E também há mais assaltos nesta altura», completou. Na empresa onde trabalha, os portugueses estão a ser aconselhados a «comprar enlatados previamente, para evitar sair de casa durante esses dias, e porque o transporte de mercadorias poderá não existir se efetivamente houver confusões nas cidades».

Na sexta-feira, dia da votação à qual concorrem nove formações políticas, a técnica de radiologia M. J., de 23 anos, não vai trabalhar. «A maior parte dos portugueses tenciona ficar mesmo por casa. Aliás, não o faremos só no dia 31, mas também no fim de semana que sucede as eleições, uma vez que nunca sabemos as reações da parte do povo descontente», apontou.

Também C. M., consultora de 26 anos que, à semelhança de todos os portugueses que contactámos, pediu para não ser identificada, confessou que teme problemas nos próximos dias. «São os próprios angolanos que aconselham a não sairmos das instalações e das zonas ditas seguras (casa e trabalho). É o povo que cria a insegurança», afirmou.

Já L. Gonçalves, de 27 anos, e que também admite que seja «bastante provável que aconteçam alguns desacatos ou manifestações», acredita que estes «não devem afetar os estrangeiros, até porque estes nem devem sair à rua nesse dia».

Para P. Guedes, de 28 anos, a principal preocupação serão as consequências da votação. «Não tenho tanto receio do dia propriamente das eleições, mas mais do dia pós-eleições, onde as pessoas poderão querer contestar os resultados», disse.

Os portugueses, segundo o engenheiro André N., que vive em Luanda, não temem «nenhum movimento de massas organizado», mas sim «problemas pontuais e desacatos».

Segundo a agência de notícias Angola Press, mais de 70 mil polícias serão mobilizados para evitar conflitos no dia das eleições.

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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013