UNITAANGOLA
Fonte : KUP
“Há tendência de apagar vestígios da UNITA na Jamba”, denuncia Isaías Samakuva
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O Presidente da UNITA, Isaías Samakuva afirma haver uma tendência [da parte de quem governa Angola] de destruir o passado da UNITA na Jamba.

Falando em entrevista a Rádio Despertar, momentos depois de ter falado para as populações que o receberam e visitado os escombros em que se transformaram a residência e gabinete do Presidente Fundador da UNITA, Dr. Jonas Malheiro Savimbi, Isaías Samakuva ressalta ser notória a vontade de destruir todos os vestígios do que foi a Jamba no passado.

“É notória, aqui a vontade de destruir tudo, há de facto esta tendência de se procurar destruir tudo, que deixe vestígios daquilo que foi a Jamba no passado”, afirma o líder da UNITA, chamando a atenção dos governantes do MPLA a ter em consideração de que a existência da Jamba é expressão intolerância e da incapacidade dos angolanos conviverem.

Isaías Samakuva recorda que os habitantes da Jamba resistiram para continuar a viver e lamenta que as autoridades políticas angolanas não tenham essa realidade em conta para alicerçar o espírito de reconciliação nacional.

O líder da UNITA revela ter recebido pessoas residentes na Jamba, relatos sobre perseguições, actos de exclusão e privação de direitos contra pessoas que não sejam simpáticas com o partido no poder a pessoas.

“Se o passado já nos deixou lições tão amargas como aquelas, que afinal estiveram por de trás da fundação da Jamba, aqueles que estão aqui deviam trabalhar para um processo verdadeiro de reconciliação nacional, de tal forma que não houvesse perseguições que nós ouvimos. Aqui, ainda há perseguições grandes, há mesmo a possibilidade de uma pessoa ficar sem água, porque não é do partido que governa. Há possibilidade da pessoa ser perseguida, ser torturada só porque não aderiu ao partido que esta no poder. É incrível nos dias de hoje”, revela.

De acordo com o líder da UNITA, os representantes do MPLA naquela zona de Angola estão a viver no passado, estão deslocados da actualidade do país, ainda exaltam o Eng. José Eduardo dos Santos que deixou de ser presidente da República, há um ano.

“É o que vimos no Rivungo: as placas que existem nas ruas ainda é a falar de um Presidente que já não é Presidente da República há um ano. E, é ele que está ainda presente nas mentes dos governantes, é ele que se exalta. Portanto, isso também explica parte da situação que se vive aqui”, prosseguiu Isaías Samakuva.

Quanto à sua visita ao antigo bastião da UNITA, Isaías Samakuva afirma ter cumprido um dever de repondera aos apelos e pedidos das populações residentes na Jamba e de transmitir às populações uma mensagem de esperança de uma Angola melhor.

“Eu penso que isso foi muito importante, não só respondemos assim aos pedidos que nos faziam para chegarmos aqui, mas também porque as pessoas entenderam que, afinal para além desse território, há não só homens de boa vontade, mas também a esperança de uma Angola melhor”, reconheceu.

O líder da UNITA sublinha as dificuldades que marcaram o percurso de Menongue a Jamba, destacando que serviu para constatar a realidade do país que é Angola.
“Foi uma viagem difícil, passamos por várias aldeias, de pessoas que praticamente vivem à sua sorte, não têm praticamente nada, além das suas culturas. E chegamos, então, à Jamba, onde encontramos de facto muito calor humano”.

Finalmente, o Presidente Samakuva destaca a sua crença no resgate dos valores que a Jamba representa para os angolanos, através de pessoas que nasceram e viveram naquele espaço geográfico e que preservam a memória do que foi a Jamba nas suas próprias vidas.

“Os factos são teimosos, a verdade há-de se saber. A memória das pessoas está ainda viva, aquilo que a Jamba produziu está permanentemente nas mentes de uma grande parte dos angolanos que por aqui passaram”, diz Isaías Samakuva.
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Domingo, 21 de Outubro de 2018