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27 anos depois dos Acordos de Bicesse o desafio da reinserção social mantém-se
Mátires Corrêa Victor “Kavula Ndunge”, um dos sobreviventes da delegação negocial da UNITA que participou da árdua tarefa de trazer a paz entre os angolanos, falou aos presentes sobre os meandros que nortearam o caminho da paz e recordou com um misto de nostalgia e tristeza os passos que seguiram aos Acordos de Bicesse e às eleições de Setembro de 1992, nomeadamente o assassinato, em Luanda, dos dirigentes e negociadores da UNITA.
17/07/2018
Discurso de abertura do Seminário sobre Autarquias Locais - Dr Isaías Samakuva
Exmo. Sr. Vice Presidente da UNITA, Dr. Raul Manuel Danda,
Exmo. Senhor Secr Geral da UNITA, Franco Marcolino Nhany
Exmos. Srs. Membros da Direcção da UNITA
Exmos. Senhores Deputados à Assembleia Nacional
Ilustres Representantes de Partidos Políticos
Dignos representantes da Sociedade Civil
Dignos Representantes de Igrejas
Prezados convidados
Estimados quadros e membros da UNITA dos vários municípios do País
Minhas senhoras e meus senhores:

É com profunda satisfação que transmito, em nome da Direcção da UNITA, as minhas cordiais saudações a todas as entidades que se dignaram prestigiar este evento com a sua presença.

Saúdo em particular o Presidente da Câmara de Quelimane, o Dr. Emanuel Chinembiri Becape que vieram a Angola partilhar com os seus irmãos angolanos as suas experiências na gestão dos assuntos públicos locais.

Quero destacar ainda a presença dos cientistas sociais e especialistas em governação local da SADCC, designadamente a Dra. Patience Zonge Hwenha e o Dr. Joe Mavuso, Assessor de Formação e Desenvolvimento na Escola Nacional de Governo, do Governo da África do Sul, que durante as últimas décadas têm trabalhado na capacitação dos cidadãos e da sociedade civil para promover e manter a democracia em África.

Minhas senhoras e meus senhores:

Depois de conquistar a independência e o arcabouço constitucional para um Estado democrático de direito, os angolanos lutam agora pela concretização da Constituição no que respeita à institucionalização efectiva das autarquias locais, previstas na Constituição desde 1992.

O parto das autarquias em Angola tem sido muito difícil e por vezes doloroso. Ora dizem-nos não haver condições para realizar eleições autárquicas nos mesmos municípios onde já se realizam eleições gerais, ora dizem-nos não haver infraestruturas nos mesmos municípios onde já funcionam administrações municipais com gestores públicos que não representam as populações nem prosseguem os interesses públicos locais, ora dizem-nos não haver recursos nos mesmos municípios onde se produz a riqueza nacional.

Incapazes de parar o clamor do povo pela institucionalização imediata das autarquias locais, os adversários da autonomia local resolveram agora condicionar a sua obediência à Constituição e querem arbitrariamente estabelecer as autarquias em apenas alguns dos municípios, quando a Constituição é inequívoca ao afirmar que “as autarquias locais organizam-se nos municípios”, e não em alguns municípios.

Aos nossos visitantes talvez espante esta posição, mas aos angolanos ela não mais espanta, porque testemunham todos os dias as múltiplas violações à Constituição e à lei da parte de quem as devia proteger e fazer cumprir.

A independência de Angola não estará completa sem os cidadãos exercerem de facto o poder local, lá onde residem. A estruturação democrática do Estado não estará completa sem as autarquias locais, porque, como afirma a Constituição, a organização democrática do Estado ao nível local estrutura-se com base no princípio da descentralização político-administrativa, que compreende a existência de formas organizativas do poder local. E a principal forma organizativa do poder local, a única representativa das populações, aquela que tem o direito de participar na gestão dos assuntos públicos locais, são as autarquias locais.

O parto será difícil, mas a democracia vai triunfar. Tudo depende de nós. Os angolanos já conquistaram, com perseverança e patriotismo, o direito de exercerem o poder local em todos os municípios do país. Falta apenas concretizar esse direito.


Prezados companheiros:
Enquanto o partido estado continua a distrair as pessoas com conceitos, visões e terminologias que subvertem a democracia, nós vamos avançar com a preparação dos primeiros autarcas, porque a marcha pela autonomia local é já imparável. De facto, o tempo dos bairros sem saneamento básico que se tornaram viveiros da malária e da cólera, acabou. O tempo das crianças sem escola só porque os governantes desviam o dinheiro da educação, acabou. O tempo das casas sem água potável canalizada e sem energia para iluminação acabou. O tempo dos administradores de um só partido, não eleitos pelo povo, acabou. O tempo dos roubos institucionalizados e do lixo a céu aberto, à vista de todos, sem pudor nem controlo, acabou.
O povo já decidiu. Acabou o tempo da concentração e chegou o tempo da descentralização. Acabou o tempo da discriminação e chegou o tempo da inclusão, da participação de todos na governação democrática.

Este seminário foi programado para nos preparar. O seu principal objectivo é alargar a base de conhecimentos dos dirigentes e quadros do Partido para capacitá-los na mobilização dos cidadãos para o importante papel que os cidadãos terão no exercício democrático do poder local.

O seminário visa também capacitar um grupo de formadores para entender a estrutura orgânica e funcional das autarquias, suas atribuições e competências, regime financeiro e regime de tutela, à luz do princípio estruturante da autonomia local.

No final do Seminário, os participantes serão capazes de, entre outras coisas:

? Compreender e explicar o papel da política e do cidadão numa democracia e as razões porque todos devem participar na administração dos assuntos públicos locais.

? Articular os papéis associados ao exercício do poder local democrático numa democracia.

? Compreender as razões porque os princípios estruturantes da democracia participativa, da soberania popular e da autonomia local, bem como o direito fundamental de sufrágio impõem a institucionalização efectiva das autarquias locais em todo o país.

? Listar os vários atributos de liderança requeridos na conduta de um Autarca.

? Traçar estratégias para participar das eleições Autárquicas e lançar uma campanha credível.

Serão capazes ainda de rejeitar com propriedade a noção de gradualismo territorial na implementação das autarquias locais, identificar armadilhas na legislação proposta e compreender os mecanismos pelos quais o Estado financia as autarquias locais.

Companheiros:
A nossa prioridade número um é assegurar a institucionalização efectiva das autarquias obrigatórias, as autarquias municipais, em todo o país, em 2020, como anunciou o senhor Presidente da República e combater a subversão do gradualismo que tem sido pregada dentro e fora do País.
Angola não pode permitir que o MPLA transforme a maioria dos seus filhos em súbditos feudais ou súbditos neocoloniais até 2035, enquanto uma minoria é considerada cidadãos de uma República.

Esta divisão atenta contra a independência nacional, atenta contra a unidade da Nação e ofende a Constituição da República de Angola.

A implementação do processo autárquico vai permitir que os angolanos exerçam a cidadania que lhes tem sido negada ao longo dos anos. A cidadania é um conjunto de direitos usufruídos de forma igual pelos membros que compõem uma sociedade, Ela comporta três dimensões, sendo a dimensão civil que envolve o direito às Liberdades individuais, como a liberdade de expressão, de pensamento, de religião, de justiça e de propriedade; a dimensão política que envolve o direito de participação no exercício do poder politico e a dimensão económica que envolve os direitos económicos, de segurança social e os de ter uma vida condigna nos moldes prevalecentes na sociedade em que o cidadão habita.

A cidadania assim entendida, representa a ideia de inclusão associada com uma forma de titularidade de direitos de membro de um País dentro do qual cada um reclama esses direitos. Ela comporta a ideia de universalidade pelo que, num mesmo país não deve haver cidadãos de primeira e outros de segunda classe.

Assim, a UNITA é chamada mais uma vez a defender os interesses do povo.

Os angolanos todos, de Cabinda ao Cunene, devem ser informados e mobilizados para rejeitar as autarquias do MPLA e seu gradualismo distorcido. Queremos as autarquias do povo, sem gradualismo destorcido.

Angola não pode permitir que o Partido estado reproduza hoje, no século XXI, a divisão social das pessoas como os colonialistas faziam, considerando os europeus e os assimilados com direitos especiais de cidadania, e os filhos dos indígenas, sem direitos de cidadania. Naquela altura, só os primeiros tinham direito à autonomia local e podiam participar nas eleições autárquicas. Os indígenas não. Hoje somos independentes, somos todos angolanos, com direitos e deveres iguais. Todos têm o direito constitucional de exercer o poder local na sua autarquia, ao mesmo tempo. Não há angolanos de primeira e angolanos de segunda.

Assim como o princípio da autodeterminação dos povos serviu de base para os angolanos proclamarem em 1975 o Estado independente em todo o espaço territorial de Angola mesmo sem haver condições ideais para o autogoverno em todos os seus municípios, agora em 2018, dezasseis anos depois da paz, o legislador ordinário está obrigado a estabelecer as autarquias municipais em todo o território nacional mesmo que considere que não haja condições ideais, ou iguais, em todos os municípios.

Companheiros:

O Estado sozinho não conseguirá nunca resolver a imensidão dos problemas sociais e económicos que assolam o País. Os cidadãos organizados nas suas autarquias são chamados agora a participar.
Os angolanos continuam à espera que a UNITA defenda os seus interesses e traga a verdadeira mudança em Angola. Uma mudança democrática, segura e pacífica, com grandeza moral e ética republicana.
Vamos nos preparar para exercer o poder local nos termos da Constituição.

Vamos preparar o nosso país para o combate pela democracia participativa.

Declaro aberto o Seminário de capacitação de quadros sobre as autarquias locais.

Muito obrigado.
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Palavra do Presidente
Dirigentes e quadros da UNITA recebem formação sobre autarquias locais
O Presidente da UNITA, apela os angolanos a não permitirem que o MPLA transforme os filhos de Angola em feudais ou súbditos neocoloniais, até 2035, enquanto uma minoria é considerada de cidadãos de uma República.

Discursando na abertura do Seminário Nacional sobre Autarquias Locais, que decorre em Luanda de 16 a 20 de Julho de 2018, Isaías Samakuva afirmou que a divisão de angolanos em súbditos e cidadãos atenta contra a independência nacional, é contra a unidade da Nação e ofende a Constituição da República de Angola.

“Angola não pode permitir que o Partido estado reproduza hoje, no século XXI, a divisão social das pessoas como os colonialistas faziam, considerando os europeus e os assimilados com direitos especiais de cidadania, e os filhos dos indígenas, sem direitos de cidadania”, disse o líder da UNITA, recordando que naquela altura, só os primeiros [europeus e os assimilados]tinham direito à autonomia local e podiam participar nas eleições autárquicas, os indígenas, não.

“Hoje somos independentes, somos todos angolanos, com direitos e deveres iguais. Todos têm o direito constitucional de exercer o poder local na sua autarquia, ao mesmo tempo. Não há angolanos de primeira e angolanos de segunda”, enfatizou Isaías Samakuva, insistindo sobre a posição do seu partido que é contrária à defendida pelo MPLA, que privilegia o gradualismo territorial na implementação das Autarquias Locais.

Isaías Samakuva defende que tal como o princípio da autodeterminação dos povos serviu de base para os angolanos proclamarem em 1975, o Estado independente em todo o espaço territorial de Angola mesmo sem haver condições ideais para o autogoverno em todos os seus municípios, agora em 2018, dezasseis anos depois da paz, o legislador ordinário está obrigado a estabelecer as autarquias municipais em todo o território nacional mesmo que considere que não haja condições ideais, ou iguais, em todos os municípios.
A prioridade número um da UNITA, segundo o líder dessa formação política, é assegurar a institucionalização efectiva das autarquias obrigatórias, as autarquias municipais, em todo o país, em 2020, como anunciou o senhor Presidente da República e combater a subversão do gradualismo que tem sido pregada dentro e fora do País.

Entretanto, Isaías Samakuva reconhece que o parto das autarquias em Angola tem sido muito difícil e por vezes doloroso, sob argumentos de não haver condições para realizar eleições autárquicas nos mesmos municípios onde já se realizam eleições gerais.

“Ora dizem-nos não haver infraestruturas nos mesmos municípios onde já funcionam administrações municipais com gestores públicos que não representam as populações nem prosseguem os interesses públicos locais, ora dizem-nos não haver recursos nos mesmos municípios onde se produz a riqueza nacional”, afirmou o Presidente da UNITA, que acusa o MPLA de pretender, arbitrariamente, estabelecer as autarquias em apenas alguns dos municípios, quando a Constituição é inequívoca ao afirmar que “as autarquias locais organizam-se nos municípios”, e não em alguns municípios.

No entender do líder da UNITA, a independência não estará completa sem os cidadãos exercerem de facto o poder local, lá onde residem, a estruturação democrática do Estado não estará completa sem as autarquias locais.

“A principal forma organizativa do poder local, a única representativa das populações, aquela que tem o direito de participar na gestão dos assuntos públicos locais, são as autarquias locais”, afirmou Isaías Samakuva, que alimenta a convicção de que o parto das autarquias será difícil, mas a democracia vai triunfar.

De acordo com o Presidente Samakuva, tudo depende dos angolanos que já conquistaram, com perseverança e patriotismo, o direito de exercerem o poder local em todos os municípios do país, faltando apenas concretizar esse direito.

O líder da UNITA afirmou, por outro lado que o tempo dos bairros sem saneamento básico que se tornaram viveiros da malária e da cólera, acabou. O tempo das crianças sem escola só porque os governantes desviam o dinheiro da educação, acabou. O tempo das casas sem água potável canalizada e sem energia para iluminação acabou. O tempo dos administradores de um só partido, não eleitos pelo povo, acabou. O tempo dos roubos institucionalizados e do lixo a céu aberto, à vista de todos, sem pudor nem controlo, acabou.

“O povo já decidiu. Acabou o tempo da concentração e chegou o tempo da descentralização. Acabou o tempo da discriminação e chegou o tempo da inclusão, da participação de todos na governação democrática”, insistiu o Presidente da UNITA durante o discurso de abertura do Seminário Autarquias Locais destinado a alargar a base de conhecimentos dos dirigentes e quadros do Partido para capacitá-los na mobilização dos cidadãos para o importante papel que os cidadãos terão no exercício democrático do poder local.

De salientar que o referido Seminário está a contar com prelecções de especialistas de Moçambique e Cabo Verde e África do Sul.

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grupo parlamentar - actividade
UNITA reage ao discurso de João Lourenço no Parlamento Europeu
Reagindo aos pronunciamentos do Presidente da República de Angola na sede do Parlamento Europeu, o líder parlamentar da UNITA afirmou disse esperar que a passagem do governante angolano pela mais importante instituição europeia “ lhe permita também transportar para o País [Angola] aquele tipo de postura, aquele tipo de Democracia, aquele tipo de práticas verdadeiramente transparentes, porque nós estamos ainda muito distantes”.

Segundo Adalberto Costa Júnior, a reforma das instituições é o que mais Angola precisa neste momento.

“A Reforma das Instituições que é aquilo que nós mais defendemos, ainda é uma verdadeira ilusão, e tem sido uma das questões que a Oposição mais exige ao Novo Presidente. Eu sei, por exemplo, que o Novo Presidente acha que não há partidarização das Instituições”, disse o líder parlamentar da UNITA, para quem o novo chefe de estado angolano “fará pouco para acabar com a partidarização, que é efectivamente um dos maiores cancros que nós temos hoje”.
“Nós continuamos a ter estruturas, absolutamente partidarizadas, o sentimento de pertença continua a ser uma Lei, que determina direito à vida, direito a muitas questões ainda no nosso país. E, continuamos a ter um Partido Estado que se sobrepõe ao Estado, onde a angolanidade está transferida para o segundo plano, comparados com os interesses do MPLA”, prosseguiu Adalberto Costa Júnior.
Um dos sinais que para o líder parlamentar é indicador de que continuaremos a ter João Lourenço na rota do antigo Presidente JES é a predisposição do primeiro em ocupar o cargo de Presidente do MPLA.
“Este Presidente da República está indicado como o futuro Presidente do MPLA. E, eu estou desiludido, porque eu esperei que, pelo menos a partir dele começássemos a separar aquilo que são os interesses do Estado e aquilo que são os interesses do Partido. Qualquer que seja o Presidente que venha, que sobrepõe a Missão de Presidência da República com do Partido, está excluir quem não é desse Partido. Portanto, João Lourenço aqui está a deitar fora uma oportunidade extraordinária, de começar a interpretar verdadeiramente a Reforma das Instituições”, argumentou Adalberto Costa Júnior.
Outra preocupação do dirigente da UNITA prende-se com o facto de João Lourenço ter dito aos Eurodeputados que o seu Executivo pretende adoptar o gradualismo na implementação das autarquias locais.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a auscultação em curso no país é para inglês ver.
“Ele [João Lourenço] fez uma afirmação, que me deixou muito preocupado, a questão de termos este mês uma Auscultação Pública sobre as Autarquias, e ele ter afirmado que vamos ter gradualismo, vamos ter isto; afinal a auscultação é um engodo, é um engano, porque ele já tem as acções feitas e anunciadas no Parlamento Europeu. Então, eu acho que sim, foi uma ida importante, sem dúvida, mas também há algumas das questões que eu ouvi, é uma oportunidade perdida. Porque, o tempo acabará por provar, e aquele é um Parlamento sério. Porque, as pessoas estão a acompanhar, vão fazer contas no tempo, se o que se diz é exactamente aquilo que vai ocorrer”, continuou Adalberto Costa Júnior, alertando que depois vamos tirar conclusões, se as promessas forem cumpridas vamos ganhar todos, seguramente, ele também, se as promessas não forem cumpridas vamos perder todos, como angolanos, certamente, ele também.
Adalberto Costa Júnior diz por outro lado que os indicadores presentes não são melhores, não passam de marketing, dá exemplo de ausência de diálogo sério e profundo.
“O Orçamento Geral do Estado deste ano, que é o documento importante da governação de João Lourenço, não permitiu nenhum tipo de buscas, de auscultação, de consensos. O governo trouxe, fez o que lhe apeteceu, não ouviu, e mais: as nossas ofertas, e nós estivemos disponíveis para poder sentar, e introduzir algumas alterações, fomos insultados e fomos acusados de chantagem, porque queríamos fazer uma negociação, que permitisse uma alteração as posturas habituais. E, nós não tivemos um exemplo bom desse espaço”, afirmou o líder parlamentar da UNITA, lamentando ausência de consensos, em matérias sensíveis e de interesse nacional.
Adalberto Costa Júnior espera que na abordagem sobre questões das autarquias locais haja abertura efectiva para busca de alguma concertação em prol do interesse nacional e se tenha em conta exemplos passados que foram muito negativos.
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L.i.m.a - actividades
Porta-voz da LIMA faz balanço das celebrações
Manuela dos Prazeres Secretária para a Informação da LIMA, que falava recentemente aos microfones da Rádio Despertar, faz balanço positivo do 46º aniversário da organização feminina da UNITA – Liga da Mulher Angolana, que decorreu de 16 a 30 de Junho, coincidindo com a realização da 3ª reunião ordinária da organização, que contou com a intervenção do Presidente do Partido, Isaías Samakuva.

“O balanço é positivo as mulheres responderam ao chamamento nosso, porque não foi apenas realização das celebrações do 46º aniversário da fundação da Liga da Mulher Angolana, nós tivemos também a terceira reunião ordinária do Comité Nacional, isto implicou a presença de todo o país, ali no Kuando Kubango, na cidade de Menongue”, disse a porta-voz da LIMA.

Segundo Manuela dos Prazeres, “Os trabalhos decorreram de forma positiva. Também o acto central das celebrações do quadragésimo sexto aniversário da fundação da LIMA correu de forma excelente, com o líder do Partido a presidir o acto”.

Manuela dos Prazeres apresentou como desafios actuais organização feminina do Partido, mobilizar as mulheres de várias as franjas da sociedade, não só mulheres políticas, mulheres no seu todo, a participarem activamente no processo das autarquias locais, realçando que a LIMA defende que as autarquias devem ser realizadas em todo os municípios do país.

“E, a LIMA pensa que as autarquias devem ser realizadas em todos os municípios do país, e ao mesmo tempo, nada que priorizarmos um e deixarmos o outro para depois. Porquê? Porque estaremos nessa altura a incentivar as assimetrias municipais”.

A também jornalista esclarece que a constituição de Angola consagra o gradualismo funcional.
“E, não só, fazendo aqui menção a Lei, Queirós, nada impede que as autarquias sejam realizadas em todos os municípios do país. O que estamos aqui a assistir, o que estamos aqui a acompanhar naqueles que defendem, e eu digo mesmo aqui, o MAT está a dar a conhecer, está a propalar pelo país sobre o gradualismo geográfico, eu digo que isto é apenas um interesse político, porque o a constituição consagra é o gradualismo funcional”.

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Terça-feira, 17 de Julho de 2018