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Discurso do Presidente Samakuva à IV Reunião Ordinária da Comissão Política
Mudanças profundas exigem ajustes profundos, medidas correctivas profundas que a Comissão Política não tem legitimidade para as tomar. No nosso calendário político partidário, o próximo ano é ano do Congresso. Precisamos de começar a aprofundar a análise desta situação para que seja levada ao Congresso a fim de que este possa responder com propriedade e autoridade a estas ameaças e desafios.
27/08/2014
Secretário-geral impulsiona implementação do programa de acção
O Secretariado Executivo do Comité Permanente esteve reunido esta quarta-feira, 27 de Agosto de 2014, em Luanda, sob orientação do Secretario Geral da UNITA, para tratar de pormenores relativos ao programa de acção aprovado pela Comissão Política, na sua recém-terminada IV Reunião Ordinária.

De acordo com o Secretário da Comunicação e Marketing, a reunião visou definir e calendarizar as tarefas a serem executadas pelos diversos órgãos que constituem o Secretariado Executivo do Comité Permanente, para o mês de Setembro de 2014.

Adiantou que os quadros que participaram da reunião exprimiram a sua firme vontade e determinação de imprimir empenho requerido para o cumprimento cabal das actividades programadas que têm relação com o objectivo maior que a UNITA persegue o de operar mudança de regime por via das eleições previstas para 2017.

Para chegarmos, afirmou Lourenço Bento, os quadros entendem ser necessário trabalhar afincadamente na afinação da máquina política.

Foi uma reunião bastante participativa e muito produtiva, segundo a fonte que vimos citando.

“Pensamos que os objectivos estão claros e à vista de todos e os métodos para os alcançar também foram acertados, pelo que saímos dessa reunião com o entendimento unanime de que o momento é de acção”, concluiu.
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23/08/2014
A convite do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), uma delegação de quatro Deputados à Assembleia Nacional de Angola deslocou-se dia 18 de Agosto de 2014 à cidade da Praia - Cabo Verde, para um Seminário sobre o Papel dos Parlamentares na Promoção da Boa Governação, em matéria de Gestão das Finanças Públicas e Prestação de Contas em África. O mais alto dirigente da UNITA que saudou a participação de todos na reunião, avançou que o contributo dado, com diversas intervenções, tornaram a reunião bastante produtiva e frutífera.
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Há dias li, no Diário Económico, a firme reacção do arguido Ricardo Salgado, empenhado em defender a sua honra e dignidade, bem como a da sua família, por ter passado, aos olhos da opinião pública, de banqueiro a bandido. É o caso do colapso do Banco Espírito Santo, de que foi presidente. A Assembleia nacional de Angola, produziu no dia 13 de Agosto de 2014, um debate sobre a Reconciliação e Unidade Nacional. Porém, muito aquém das expectativas das pessoas, dos cidadãos, do povo e da nação inteira, porque foi a todos títulos o pior debate desta legislatura, porque periférico, pobre, vazio e péssimo para a democracia
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No passado dia 13 de Agosto de 2014, a Assembleia Nacional foi palco de um debate sobre Reconciliação Nacional, durante o qual os eleitos do povo, cada um a seu jeito e visão apresentaram argumentos sobre o que julgam ser.
Intolerância
Palavra do Presidente
Discurso do Presidente da UNITA no encerramento do III congresso ordinário da JURA
Discurso do Presidente da UNITA na sessão solene de encerramento do III congresso ordinário da JURA

19 DE JULHO DE 2014

Prezados companheiros:

Sinto-me grato e muito honrado por ter esta oportunidade de proferir algumas palavras neste evento significativo da vida do nosso glorioso Partido, a UNITA.

Permitam-me que comece por saudar e reconhecer efusivamente todos quantos aqui se encontram: em primeiro lugar, saúdo e felicito a todos os delegados, que foram eleitos em cada província para representar o colectivo. Saúdo-vos pela vossa própria eleição, como delegados, saúdo-vos pela vossa participação activa nesses debates e saúdo-vos ainda por terem exercido o vosso direito de escolher o Secretário-geral da JURA para os próximos quatro anos.

Saúdo a comissão organizadora, a comissão de mandatos, todas as comissões e subcomissões e a todos aqueles que, fora das comissões trabalharam para o sucesso deste evento. Aos mais velhos que, desde o primeiro dia deste III Congresso Ordinário da JURA, quiseram dar o seu calor aos jovens congressistas durante estes dois últimos dias, também vai a minha saudação.

Pelo que sabemos, algumas lacunas terão sido verificadas aqui e acolá, mas numa empreitada como esta que acabais de realizar torna-se, quase sempre, difícil alcançar a perfeição, pelo que espero haver da parte de todos, indulgência suficiente para relevá-las e capitalizar no trabalho realizado.

Creio que é também oportuno, saudar, agradecer e felicitar os nossos companheiros que nos proporcionaram momentos ímpares de exercício da democracia, apresentando-se como candidatos à eleição e envolvendo-se numa campanha eleitoral levada às várias áreas do nosso País mesmo sabendo que, no final, apenas um seria escolhido. A todas as candidaturas, uma salva de palmas!

Prezados companheiros:

O espírito de competição é salutar. Ele requer coragem de, por um lado, encarar as responsabilidades atinentes ao cargo que se almeja, no caso o cargo de Secretário-geral da JURA, mas por outro lado, aceitar o resultado, seja ele positivo ou negativo. Por isso, saúdo particularmente os candidatos Oseias Chilemba e Agostinho Kamuango, por terem contribuído para o fortalecimento da JURA. Saúdo particularmente o Secretário-geral eleito, Alicerces Mango, por ter merecido a confiança dos delegados, para representar a JURA inteira, para representar o futuro, para simbolizar a luta da juventude pelo resgate do seu futuro. Provastes ao país que na UNITA não há unanimismo, há pluralismo. Não há só uma cabeça que pensa, há muitas boas cabeças a pensar e todas elas são queridas pelos membros, porque todas têm o seu valor. Na UNITA não há um só líder, há vários líderes. Anteontem eu disse-vos aqui desta tribuna que “todos os concorrentes são patriotas convictos e defensores dedicados da causa dos oprimidos em Angola. Todos merecem o nosso respeito e o nosso carinho. A Direcção não interfere, nem precisa de interferir na escolha, porque a escolha é vossa”.

E escolhestes! Escolhestes democraticamente o Secretário-geral da JURA, numa eleição limpa e transparente. Fizeram-no com patriotismo e civilidade, em duas voltas, durante a madrugada: Foi uma eleição competitiva em que todos ganhamos: ganhou o Oseias, porque se ele não se tivesse candidatado, as debilidades eventuais do Aly não seriam apontadas por ninguém e as boas ideias que o Oseias tem para a JURA não seriam conhecidas. Ganhou o Kamuango, porque a candidatura dele também fez o Aly e os seus apoiantes transpirar! Estes dois companheiros ajudaram a transmitir à sociedade angolana e não só, uma mensagem de maturidade política que poucos, no nosso País, conseguem imitar. O vosso contributo traduziu-se numa experiência valiosa para o partido e isso, não será esquecido.

Ao companheiro Alicerces Mango, que saíu vencedor da corrida realizada, quero apresentar, em meu nome pessoal e no da Direcção do Partido vivas felicitações pelos resultados obtidos. Deve contar com o nosso apoio indefectível na materialização das tarefas que o seu novo cargo encerra.

O Aly saíu vencedor não só porque obteve mais votos. Ganhou também noutro sentido: aprendeu que, afinal, a JURA é plural. E que sozinho não vai a lado nenhum. Só conseguiu ser eleito, com o Oseias fora da corrida. E ainda assim, com 56,24% dos votos.

Isto significa que os restantes 44% preferiam outros candidatos! Estes resultados transmitem ao Aly a seguinte mensagem dupla: (1) Os delegados disseram que o
Aly é o representante de todos e, como tal, deve saber escutar e interpretar os sentimentos de todos para construir a vontade colectiva da organização; (2) deve ser humilde e liderar pelo exemplo para conquistar a confiança de todos ao longo do seu mandato.

E assim ganhou a JURA, porque ela sai deste pleito mais fortalecida: sai com um Secretário-geral eleito e que representa a todos. E por isso vai trabalhar com todos e todos vão trabalhar com o Aly. E como o Aly conseguiu a maioria, todos devem respeitá-lo e aceitá-lo como o seu Secretário-geral da JURA e nós também, na Direcção do Partido, vamos apoiar e trabalhar com o Aly. O nosso apoio à JURA passará, a partir de agora, pelo Aly. É assim na democracia.

Contrariamente ao que alguns pensam, considero que os congressos não nos dividem; os congressos unem-nos e fortalecem-nos. Porquê? Porque o Congresso é uma reunião de militantes. E a reunião em si não divide as pessoas. O que talvez divide é o comportamento errado das pessoas em relação à democracia. A democracia encerra dois princípios irmãos e inseperáveis: o princípio da representação e o princípio da maioria.

O princípio da representação significa que a pessoa eleita pelo voto da maioria representa a todos, quer aqueles que votaram nela como aqueles que não votaram nela. Por isso, uma vez eleita, os que não votaram nela, devem esquecer as suas agendas e aspirações pessoais, porque estas não foram escolhidas pela maioria.

E devem imediatamente trabalhar com o secretário eleito na implementação da sua moção de estratégia, aquela que foi votada pela maioria. O Secretário geral eleito, por sua vez, deve recordar-se que apesar de ter sido escolhido pelo voto da maioria, é esta maioria que representa a todos. Por isso, deve trabalhar com todos.

Portanto, caros congressistas, volto a afirmar o que já disse atrás e também já disse na sessão de abertura deste III Congresso: terminada que foi a eleição, também terminou a competição. Terminaram as candidaturas, os mandatários e os apoiantes de A, ou de B. Agora, só há a JURA. Agora só fica o colectivo que vai trabalhar no sentido de elevar, cada vez mais alta, a bandeira do Galo Negro.

Urge, sim, companheiros, implementar o Plano de Acção da JURA para os próximos quatro anos. Espero ver no vosso Plano de Acção propostas concretas para combater os males sociais que enfermam a sociedade angolana e que comprometem o futuro da Pátria! Espero ver no vosso Plano de Acção, medidas concretas para a captação de fundos a partir de iniciativas inovadoras!

Espero ver no vosso Plano de Acção programas de intervenção social que ajudem a reduzir a pobreza, expandir o emprego produtivo e garantir a integração social dos jovens!

Espero ver no vosso Plano de Acção medidas ousadas para combater a corrupção e moralizar a sociedade! A criminalidade de colarinho branco deve ser combatida sem tréguas! Não se deixem distraír pelos pequenos crimes praticados pelos pobres! Denunciem os crimes dos ricos! Os crimes que a crise no BESA trouxe a lume.

Quando os pobres ficam a dever, os Bancos buscam a protecção dos tribunais e da Polícia, e descontam logo nos salários. Ou tiram os bens das pessoas para pagar a dívida, alguns perdem o emprego e vão mesmo parar à cadeia. Mas quando os ricos ficam a dever, lá vem o Estado intervir utilizando o nosso dinheiro para resgatar os ricos! Esta é uma grande injustiça! Isso é o que se passa, actualmente, no caso do BESA. Os angolanos exigem que o Senhor Presidente da República venha a público esclarecer este dossier e responder as seguintes questões fundamentais:

Quem são afinal, as pessoas singulares e colectivas que beneficiaram dos créditos para os quais o estado angolano deu garantias? Qual é a identidade de cada grupo económico em que cada cliente se insere? Qual é o valor total das garantias fornecidas pelo estado? E porque é que o Estado deu garantias a tais créditos?

Que projectos de significativa importância para a implementação dos objectivos constantes do Instrumento de Planeamento Nacional e do Orçamento Geral do Estado/2014 foram de facto financiados?

O dinheiro foi mesmo utilizado para os fins indicados?

Este é um assunto que a JURA precisa de seguir de perto. Precisamos, todos juntos, investigar este dossier, denunciar os crimes envolvidos, se os houver, e mobilizar o povo para que o nosso dinheiro roubado seja resgatado.

O povo está a morrer de fome. Os jovens estão sem empregos, sem futuro, e meia dúzia de pessoas utiliza o dinheiro do povo para enriquecer! E fazem isso com a garantia do Estado!? Então onde estão os criminosos?

Estou convencido que o vosso Plano de Acção irá incluiu medidas concretas para colocar a UNITA ao lado do cidadão, em cada esquina, em cada aldeia, em cada Bairro, em cada área de intervenção social.

Estou convencido que ireis ‘tirar as gravatas’ e trabalhar sem horários, fora dos gabinetes, ao lado dos cidadãos, para melhor compreender a realidade individual e social em que se desenvolve a cidadania e aumentar o grau de interacção com ela, rumo à vitória.

Prezados companheiros:

Agora é, certamente, a melhor oportunidade para manifestar a nossa profunda gratidão e o nosso reconhecimento à nossa companheira Albertina Navemba Ngolo, mais conhecida por Navita. A nossa filha, companheira e colega Navita e o seu elenco, ficaram com a JURA num momento particularmente difícil da sua história.

Para manter a JURA na sua linha e no seu lugar, não só travaram batalhas silenciosas e imperceptíveis aos olhos de quem, distraído ou distante do Partido nunca chegaria a compreender o que estava em jogo. O papel por ela desenvolvido com a sua equipa, foi decisivo para impedir situações desagradáveis para o Partido. Creio que a Navita e a sua equipa deixam hoje a direcção da JURA com o sentimento de missão cumprida. Estou certo de que o partido ser-vos-á eternamente reconhecido.

Peço ao auditório uma salva de palmas para a companheira Navita!

Companheiros:
A Direcção do nosso Partido, então liderado pelo nosso saudoso Presidente Fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi, consagrou o dia 18 de Julho para toda a Juventude Angolana, em homenagem ao jovem comandante David Jonatão Chingunji, mais conhecido por Samuimbila, patrono da JURA, morto em combate contra o colonialismo. É neste dia que a JURA celebra o seu aniversário oficial. A sua criação foi inspirada e materializada pelo saudoso Presidente Fundador Dr. Savimbi, em 1974, peloo que completou, completou ontem 40 anos de existência. Ela não é apenas o instrumento de luta para mobilizar a Juventude angolana para as múltiplas tarefas de interesse nacional, à luz da política de UNITA, mas também deve ser continuadora dos ideais da Liberdade da nação angolana, agora em construção. Entretanto, há factos que não podemos ignorar. Um desses factos é a consagração, pelas Nações Unidas, do 18 de Julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela. Esta é uma coincidência inspiradora, pois se de um lado temos por parte do nosso Partido, o exemplo de coragem e de bravura de uma das figura lendárias na UNITA, no concerto de nações temos, para o mesmo dia, outra figura de estatura ímpar que é o Presidente Mandela! É uma coincidência inspiradora e até merecida, porque a luta da UNITA é a luta genuína dos povos africanos pela liberdade e pela dignidade. Os nossos símbolos foram concebidos a pensar na África, não apenas em Angola. O Galo Negro significa o despertar dos Povos de África contra as dominações estrangeiras e contra o neocolonialismo. O nosso Hino diz mesmo:

Portanto, é bom ter em consideração que o dia da JURA é também o dia de Nelson Mandela!
Viva o 18 de Julho; Viva o 18 de Julho.

No momento em que celebramos a realização de mais um congresso da JURA e de mais um ano da sua existência, não só buscamos evocar a memória dos nossos heróis como também somos chamados a reiterar a nossa disponibilidade e a nossa prontidão para continuar a marcha rumo ao nosso objectivo que é tomada do poder político no nosso país para operar a mudança há muito desejada.

Para que isso aconteça, precisamos de encarar com seriedade o lema sob o qual foi realizado este Congresso. As palavras Patriotismo e inovação, devem ser interiorizadas como luz que ilumina os nossos caminhos e como voz que soa permanentemente nos nossos ouvidos de tal forma que, quando acordamos, escutamos ‘patriotismo’ e ‘inovação’; quando nos lavamos, ‘patriotismo’ e ‘inovação’; quando comemos, ‘patriotismo e inovação’; quando andamos ou nos deslocamos, patriotismo e inovação; quando trabalhamos, patriotismo e inovação; quando conversamos, patriotismo e inovação; quando nos deitamos, patriotismo e inovação; quando sonhamos, patriotismo e inovação.

No fim-de-semana, fazemos o balanço e, ao nos prepararmos para a semana, temos de perguntar-nos: o que é que vou fazer para demonstrar o meu patriotismo durante a semana? Em que áreas irei ‘inovar’ durante a semana?

Obrigado pela vossa atenção e declaro encerrado o III Congresso da JURA.

Luanda, 19 de Julho de 2014.
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grupo parlamentar - actividade
Intervenção de Alcides Sakala no debate sobre reconciliação nacional
Excelência,
Senhor Presidente daAssembleia Nacional
Ilustres Deputados
Senhora Ministra dos Assuntos Parlamentares
Senhoras e Senhores

Pedi a palavra, senhor Presidente, para dizer que o tema proposto para este debate é pertinente, nas circunstâncias actuais da nossa história comum. A discussão deste tema também permite-nos fazer o balanço dos 12 anos de paz e tirarem-se as conclusões que se acharem as mais apropriadas.

Considero, assim, que em sociedades pós-conflito, que tenham, de facto, conhecido conflitos violentos, como foi o nosso caso, e vivido de forma cíclica, um longo período de incertezas e de desordem, o processo de construção da unidade nacional, é muito mais complexo, enquanto objectivo estratégico, dentro do qual a reconciliação nacional é uma das vertentes mais importante. Partimos, deste modo, do principio de que ... sem uma reconciliação nacional real ... semuma reconciliação nacional efectiva, não há unidade nacional ... e sem unidadenacional não há coesão social que implica uma justa distribuição da riqueza. A reconciliação nacional tem, de facto, uma grandedimensão material. E um dos pilares mais importantes da reconciliação nacional é a justeza na distribuição da riqueza.Infelizmente, o balanço que fazemos hoje não é nada encorajador a avaliar pelosindicadores sociais, políticos, culturais e económicos. Tem havido muito poucosavanços nas áreas sociais, enquanto a maioria de angolanos continua a viver emcondições de extrema pobreza. O balanço é negativo.

Senhor Presidente, Ilustres Deputados

A reconciliação nacional e a unidade nacional,que são factores sociais estruturantes, são dois elementos determinantes para amanutenção da paz. Uma paz que se procure manter, mas que nãotenha em conta o papel dos factores estruturantes da Reconciliação Nacional, como é o nosso caso, éuma paz frágil, e uma paz frágil, barata, temo-lo dito várias vezes, é um conflitoadiado. Há que se investir seriamente nosesforços materiais e humanos para a sustentabilidade da paz.

A história africana tem exemplos mais do queevidentes de processos de reconciliação nacional mal conduzidos ... deprocessos de reconciliação nacional falhados ... que levaram a eclosão de novosconflitos, como é o caso de algunspaíses da África dos Grandes Lagos, da RCA, da RDC e da Líbia, para citarapenas estes exemplos. Portanto, senhor Presidente, o caso angolano presta-semuito bem a esta caraterização. Vivemos, de facto, um processo de reconciliaçãonacional muito fragilizado, numa altura em que se multiplicam os actos de intolerânciapolítica que ocorrem desde 2002 em quase todo o país que se consubstanciam emespancamentos, assassinatos, desaparecimentos, destruição de símbolos e deinfraestruturas de partidos políticos na oposição.

Perante estes constrangimentos, temos estado a construir o edifício da reconciliação nacional sobre alicerces de barro que poderão ruir um dia, salvo se adoptarmos, a partir de hoje, uma nova postura de tolerância, uma nova atitude para mudar o rumo negativo que a reconciliação nacional tem estado a seguir. Constactamos isso mesmo na localidade deKalueke, na província do Cunene, que visitamos a semana passada, no dia 5 deAgosto de 2014, em companhia dos Deputados Manuvakola e Clarice Kaputu, onde osadministradores comunais são os que promovem directamente a guerra da bandeirase a destruição de infraestruturas ... até as doações nacionais e internacionais e a própria a água, numaregião afectada pela seca, são recusadas às populações não filiadas ao partidoda situação. Esta atitude fere de morteos princípios da cidadania e viola profundamente os direitos humanosconsagrados na nossa Constituição e nas Convenções Internacionais.

Portanto, se em Luanda, os partidos políticos podem içar as suas bandeiras nas respectivas sedes, porque é que as administrações locais, no interior do país, e na província do Cunene em particular, proíbem esta pratica. Os graves actos de intolerância política que ocorreram nos últimos dias na província do Huambo, perpetrados por elementos afectos ao partido da situação, que fizeram feridos graves, falam por si.

Senhor Presidente, Caros Colegas

A ausência de pronunciamentos por parte do Titular do Poder Executivo a condenar estes actos de intolerância têm estado a encorajar esta prática e muitas vezes vezes os agredidos reagem contra os agressores com a mesma violência ... o que tem permitido o estabelecimento da paz local. Não devia ser assim, mas tem sido assim, infelizmente ... isto acontece perante a incapacidade deliberada dos órgãos de justiça afins, do Estado de intervir nas comunidades para resolver estes diferendos.

Para que o nosso processo de reconciliação nacional seja retomado e bem sucedido exige-se, de facto, a participação de elites dirigentes que tenham um conhecimento profundo da história e da cultura, capazes de dirimir conflitos e respeitar compromissos assumidos, elites despidas de preconceitos ... que sejam patriotas, com uma grande visão do futuro porque temos ainda um longo caminho longo a percorrer.

Disso foi claro o nosso antigo colega, ex-deputado, Lopo de Nascimento, que disse nesta mesma sala que Angola “ ainda não é uma nação “ . Angola continua, de facto, a ser um projecto de sociedadeque emerge com muitas dificuldades para consolidar os alicerces da paz. Pela primeira vez na história de Angola podemos nós mesmos discutir os nossos problemas nacionais sem interferências estrangeiras.

Bendita as nações africanas que tiveram líderes corajosos e visionários que souberam com muita vontade política, harmonizar e reconciliar as suas sociedades, muitas delas minadas por décadas de conflito. O exemplo da África do Sul de Nelson Mandela e da Namíbia de Sam Nujoma é um paradigma digno de referencia, nas reflexões sobre processos de reconciliação nacional no continente africano.

Senhor Presidente, Caros colegas

Construir a nação inclusiva em Angola através da reconciliação nacional e da unidade nacional é o maior desafio que temos em mãos. O nosso passado que nos dividiu, desde os tempos da luta de libertação nacional, e durante a guerra fria, deve agora servir de referencia a partir do qual devemos construir a nação angolana, reconciliada, justa e inclusiva. É preciso muita vontade política para se atingirem estes objetivos. Deixaria,assim, algumas recomendações para reflexão: (1º) Em nome da manutenção da paz,da unidade e da reconciliação nacional, o Executivo angolano deve envidar esforços para se terminar com o processo de desmobilização e reinserção social de todos os ex-militares, das ex-FAPLA, ex-ELNA e ex-FALA, considerando que social condigna, destes homens e mulheres, que deram o melhor de suas vidas por Angola, é a expressão mais alta da reconciliação nacional, e fator de estabilidade. (2º) Em nome da reconciliação e da unidade nacional,que tem uma carga emotiva muito grande, um monumento deve ser erguido em todas as capitais de província,contendo os bustos dos três líderes que dirigiram a luta de libertação nacional, Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi, para honrar e homenagear os seus feitos na luta contra o colonialismo. (3º) Deve-se implementar sem delongas, as políticas autárquicas, no âmbito da descentralização política e administrativa, como factor de promoção do desenvolvimento e da estabilidade política no seio das comunidades. Teríamos, assim, dado um passo muito importante no âmbito da reconciliação nacional. (4º) Estabelecer com urgência a transmissão em directo dos debates parlamentares e expandir o sinal da rádio Eclésia e da rádio Despertar em todo o país, como contribuição para a pluralidade de informação e liberdade de imprensa.

Muito obrigado pela Vossa atenção.
Alcides Sakala Simões
Deputado
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L.i.m.a - actividades
LIMA saúda 80° aniversário natalício do Dr Jonas Malheiro Savimbi e defende funeral condigno em cemitério familiar da Lopitanga
MENSAGEM DA LIGA DA MULHER ANGOLANA - LIMA
POR OCASIÃO DAS COMEMORAÇÕES DO 3 DE AGOSTO
DATA NATALICIA DO PRESIDENTE FUNDADOR DO PARTIDO DR JONAS MALHEIRO SAVIMBI


Os Homens anavalhados pela morte passam e as Obras ficam para o merecimento dos vivos, e é a História.

Dr. Savimbi

Ao celebrarmos o 3 de Agosto de 2014, recordamos com nostalgia incomensurável e inclinamo-nos perante a memória do filho mais querido da nossa ditosa Pátria, que deu tudo até a sua própria vida para a conquista da Independência Nacional genuína e a construção da Democracia Multipartidária.

Nascido aos 3 de Agosto de 1934, no Munhango, província do Bié, Filho de Loth Malheiro e de Helena Mbundu Sakato, morto em combate aos 22 de Fevereiro de 2002 no Lukusse, leste de Angola, o Dr. Jonas Malheiro Savimbi completaria hoje 80 anos de idade.

O Dr. Jonas Savimbi escreveu com letras de ouro as páginas mais belas da nossa História, da história da África e do Mundo.

Os homens passam, mas os seus feitos permanecem sempre vivos para a posteridade!

Dr. Savimbi!
Esteja lá onde estiver, nós da LIMA, organização por vós criada no Massivi aos 18 de Junho de 1972, honraremos para sempre a vossa memória, traduzindo em acções os ensinamentos por vós deixados. Tão cedo partistes, mas estás e estarás sempre presente, através das obras que se tornam cada vez mais actuais.

A UNITA no seu percurso Histórico de 48 anos tem sabido contornar e vencer com mestria todos os desafios e obstáculos.

Com a morte em combate do Presidente Fundador Dr. Jonas Malheiro Savimbi, muitos vaticinavam o desaparecimento do Partido, mas a filosofia por vós ensinada aos dirigentes, quadros e membros tem iluminado os caminhos e a UNITA tem emergido do abalo e ressurgido vitoriosa, tendo à frente dos destinos do Partido o Presidente Isaías Henrique Ngola Samakuva, garante da continuidade do Projecto de Muangai.

Por ocasião da passagem desta importante data, o 3 de Agosto de 2014, a LIMA aproveita enaltecer todos os esforços que têm sido empreendidos pelo Senhor Presidente Isaías Samakuva para garantir não só, a sobrevivência da UNITA, mas o triunfo dos seus ideais, com vista a transformar Angola num país para se nascer e viver, com o usufruto do bem-estar por todos os filhos da bela Pátria.

Felicitamos Sua Excelência Sr. Presidente pelo périplo encetado aos Municípios do interior da Província do Bié, tendo constatado a real situação socio-económica das populações.

Reafirmamos o nosso total e incondicional apoio à Direcção do Partido, que nos momentos mais difíceis, tem sabido gizar as melhores estratégias para o resgate da dignidade dos angolanos.

A Liga da Mulher Angolana repudia com veemência todas as práticas de violência contra as mulheres, e apela as entidades competentes a porem cobro aos raptos e violações de mulheres que se registam na cidade capital de Angola.

A LIMA saúda o 80° aniversário natalício do Dr Jonas Malheiro Savimbi, defendendo que passados 12 anos desde a sua morte, sejam realizadas as exéquias fúnebres condignas e merecido funeral no cemitério familiar em Lopitanga- Andulo.

Dr. Savimbi; Honraremos para sempre a sua memória.


HONRA E GLORIA AOS NOSSOS HERÓIS

VIVA PARA SEMPRE A MEMÓRIA DO PRESIDENTE FUNDADOR DR JONAS MALHEIRO SAVIMBI

VIVA A UNITA

VIVA O 3 DE AGOSTO

NO TEMPO E NO ESPACO- A UNITA E FORTE

UNIDOS VENCEREMOS
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Sabado, 30 de Agosto de 2014