Subscreva Newsletter
UNITAANGOLA
Acordos Comunicados Discursos Estatutos Manifesto Memorando Regulamento
Presidente Samakuva faz balanço positivo da digressão às províncias
O Presidente da UNITA considerou surpreendente o grande crescimento que o seu partido regista, após a realização das eleições gerais de 2012, e apontou as boas relações de convivência que os seus militantes apresentam como sendo um dos vários factores que fazem com que o seu partido esteja na posição em que se encontra hoje.
22/05/2015
Deputados da UNITA realizam encontros frutuosos com Instituições do Governo Americano
Uma delegação de Deputados do Grupo Parlamentar da UNITA, chefiada pelo seu Presidente, Raul Danda, e que integra os deputados Miraldina Jamba e Alcides Sakala Simões, trabalham desde segunda-feira, 18 de Maio, nos Estados Unidos, tendo mantido já vários e frutuosos encontros com altos responsáveis do Senado, do Congresso, do Departamento de Estado, bem como com o FMI, a Amnistia Internacional, a Human Rights Watch, o Instituto Nacional Democrático (NDI), o Instituto Republicano Internacional (IRI) o National Endowment for Democracy (NED), entre outros.

Nos encontros, os deputados da UNITA estão a trocar pontos de vista com os seus interlocutores sobre a situação política, económica e social prevalecente em Angola, com realce para a crise económica, a necessidade de existência de uma clara transparência eleitoral, sem a qual o país poderá viver um ambiente de turbulência, e o genocídio recentemente perpetrado pelas forças do Governo contra os seguidores da seita "A Luz do Mundo", de José Julino Kalupeteka.

A todos os níveis da sociedade americana, tanto os oficiais como na sociedade civil, a preocupação é notória, tendo todos exprimido o desejo de que Angola seja brevemente dotado de instituições democráticas sólidas.

Raul Danda será o convidado da Voz da América, amanhã, sexta-feira, dia 22 para, depois de falar para os programas em Inglês e Francês dessa importante rádio, estar presente no programa "Angola Fala Só".

Depois dos Estados Unidos, a missão prossegue pela Bélgica, França, Espanha e Portugal. Proximamente, Adis-Abeba, sede da União Africana, será igualmente um ponto a ser visitado pelos Deputados da UNITA.
Ler mais
Em destaque
Presidente Samakuva discursa na Assembleia da República de Portugal sobre Transparência Eleitoral como factor de estabilidade em Angola Declaração de voto da UNITA na votação final global - "OGE 2015 REVISTO"
26/03/2015
19/03/2015
A estabilidade política em uma democracia deve ser compatível com a alternância do poder, em todos os níveis - entre partidos, os da situação e da oposição, e também entre os da direita, do centro e da esquerda. Quanto maior for a capacidade de um regime manter-se estável frente a todas estas formas de alternância, maior será o grau de poliarquia deste regime. Ou seja, alternam-se os governos (no caso, uma alternância simultaneamente ideológica, partidária e entre situação e oposição), mas mantém-se o regime democrático, que é estável.
O Grupo Parlamentar da UNITA votou “Contra” este Orçamento Geral do Estado Rectificativo – que o Executivo insiste em chamar “Revisto” – pelas razões que a seguir enumero:
A UNITA hoje - Anastácio Sicato O papel das FALA na conquista da Democracia em Angola - Marcial Dachala
A força da UNITA, segundo Anastácio Sicato reside no facto de a UNITA ser um partido político civil, com presença em todas as províncias, municípios e comunas e em vários países no mundo. Para o membro da direcção da UNITA, a força do seu partido hoje, reside na coragem dos seus membros, nas suas estruturas, nos angolanos e na unidade do partido. A força da UNITA reside na sociedade angolana, onde os membros da UNITA se movem.
As FALA-Forças Armadas de Libertação de Angola-foram criadas em 1966 como um imperativo de participação directa da UNITA na mobilização do povo e no combate armado de libertação do jugo colonial. Outrossim, as Ex-FALA serviriam de embrião na constituição e formação das futuras Forças Armadas de Angola independente.
O papel das FALA na conquista da Independência e Liberdade em Angola
“O Povo angolano deveria sair a rua para erosão do regime” - Por Nuno Álvaro Dala
O legado das FALA foi construído com muita bravura no momento conturbado da sua História em 1966, quando iniciam a luta armada contra o colonialismo português sem armas e sem Bases no estrangeiro e acreditando só no povo e na força da sua identidade como o centro da sua inspiração na acção, e é desta lógica que decorre a afirmação da cultura baseada no princípio de “contar essencialmente com as nossas próprias forças”.
Os angolanos estão certamente diante de um grande dilema: CONTINUAREM A SER (DES)GOVERNADOS por um regime tirânico-ditatorial e cleptocrático, com capa de democracia, ou SE REVOLTAREM CONTRA O SISTEMA, levando a cabo um processo de mudança ou reforma no sentido da implantação de um estado democrático e de bem- estar social.
Depois da queda de Blaise Compaore África espera a queda de JES Carta aberta ao PR, Eng. José Eduardo dos Santos - Alcibíades Kopumi
O verdadeiro sinal enviado por Deus, que partiu do quase desconhecido país Africano, a República do Burkina Faso,ex-república de Alto Volta, deve ser encarado como uma autêntica grelha de partida, que com certeza desembocará no envio para o quinto dos infernos do que resta das ditaduras, no continente Africano Faz exactamente, hoje, 35 anos, que por decisão do Comité Central do MPLA- PT, o Senhor tomava posse aos cargos de seu Presidente, no de Presidente da República e Comandante em Chefe das extintas FAPLA, na sequência da morte, por doença, em Moscovo, do então Presidente da RPA, o Doutor Agostinho Neto.
Eco do Partido Campo do militante
Secretário Geral da JURA avalia dinâmica da organização Adolosi Mango Alicerces, ex- SG da UNITA – In Memoriam
Esteve na província do Moxico, o secretário Geral da JURA, Alicerces Mango e seu adjunto Gaio Kakoma, entre os dias 28 de Setembro e 4 de outubro, para avaliar o grau de cumprimento do programa de acção saído do IIIº Congresso da JURA. Em fevereiro de 1976, integrou a conhecida “longa marcha”, uma coluna de civis e militares encabeçada pelo trio (Jonas Savimbi, Samuel Chiwale e Ernesto Mulato) que abandonou as cidades com destino as matas.

Intolerância
Palavra do Presidente
Discurso do Presidente Samakuva à IV Reunião Ordinária da Comissão Política
Discurso do Presidente Samakuva na Abertura da IV Reunião Ordinária da Comissão Política

Prezados companheiros da Direcção do Partido,
Minhas senhoras e meus senhores:

Cumpre-me em primeiro lugar saudar a todos os companheiros aqui presentes, para participar nos trabalhos da IV Reunião ordinária da Comissão Política.
Sejam todos bem vindos!

A Comissão Política foi convocada para cumprir com uma obrigação estatutária e para além das formalidades sobre questões internas habituais, achamos que esta é também uma oportunidade para passar em revista a situação nacional à luz dos desenvolvimentos que o País tem conhecido. De facto, nos últimos meses, o nosso país tem conhecido situações que suscitam preocupação de vários angolanos que achei oportuno e importante trazer à atenção deste importante órgão do nosso Partido.

Através de vários golpes de Estado silenciosos e subtis, o senhor Presidente José Eduardo dos Santos, consolidou o derrube do regime democrático acordado em Bicesse para dar lugar a um regime muito similar ao ‘sultanismo’, que é o nome que a ciência política atribui ao fenómeno que alguns analistas angolanos classificam de ‘eduardismo’.

A classificação que fazemos do regime actual como ‘sultanismo’ é baseada nas características fundamentais dos regimes não democráticos estudadas por dois cientistas políticos, Linz e Stepan[1], a partir do trabalho analítico de Max Weber.

Segundo estes cientistas, o ‘Sultanismo’ é um regime de governo autoritário onde um só governante está presente em todas as instâncias de poder. Há uma excessiva concentração de poderes num líder que os exerce de forma arbitrária com um fim tendencial de salvaguarda de interesses privados. Os regimes sultânicos anulam a diferença entre público e privado no que respeita à esfera de actividade patrimonial do líder.

Exemplos históricos desses regimes incluem o Haiti dos Duvalier, as Filipinas de Marcos, a República Centro Africana de Bokassa, o Irão do Xá, a Roménia de Ceausescu, o Zaire de Mobutu e o Iraque de Sadam Hussein. É curioso notar também que todos eles foram sempre apoiados pelas superpotências, porque o sultão não é nem se comporta como patriota. Defende e promove os interesses estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais, desde que tais interesses o apoiem na sua agenda de se perpetuar no poder.

No autoritarismo sultânico, os poderes do líder expandem-se de tal maneira, que ele cria e mantém uma máquina administrativa, económica, policial, judicial e militar, que actua como sua propriedade pessoal.

Esta máquina, no caso de Angola, transformou o Estado numa entidade violadora dos direitos humanos, que atenta contra a soberania do povo angolano e contra a unidade nacional. Transformou-o também num veículo corruptor da sociedade.

Angola tem hoje um regime neocolonial onde é mais fácil um estrangeiro obter Bilhete de Identidade angolano do que o cidadão de Nambuangongo, do Chongorói ou do Seles.

Por outro lado, notamos que os governos provinciais abandonaram a sua função de servidores e administradores públicos. Foram transformados em secretariados do partido que promovem o sultanismo e já actuam abertamente como tal.

A crise de governação atingiu níveis insustentáveis. O governo não consegue travar a crescente onda de sinistralidade nas estradas nem da criminalidade. Aliás, como o poderá fazer se os factos começam a indicar que algumas sedes do governo são também sedes do crime? Se os administradores dos bancos são também administradores do crime?

Os níveis reais de mortalidade nos Bairros crescem todos os meses. Os níveis de pobreza crescem todos os dias. A qualidade dos serviços públicos de saúde e educação baixa todos os dias. Os jovens que se licenciam aqui no país encontram sérias dificuldades para competir no mercado. As empresas preferem as pessoas formadas no exterior. Até os Ministérios não dão prioridade aos formados no país, em parte porque não são competitivos!

Que país estamos a construir, afinal de contas? É assim que Angola está a subir? Está a subir para onde, companheiros? Assim como os Europeus dividiram entre si os recursos da África, em Berlim, e criaram as actuais fronteiras das suas possessões coloniais, hoje também as forças que controlam o poder político e económico em Angola dividem entre si os recursos de Angola e criam fronteiras de intervenção económica para as diversas famílias da oligarquia.

O caso ‘Banco Espírito Santo de Angola’ constitui apenas um exemplo de como pessoas nas vestes de agentes do Estado utilizam os fundos públicos e a autoridade pública para actos ilícitos. O caso do BESA também levanta sérias questões sobre a integridade do sistema bancário angolano. Como perguntam os mais ingénuos: ‘porque é que um país de desempregados, sub-empregados e de trabalhadores mal pagos que não fazem poupanças tem tantos bancos? O que atrai os Bancos para Angola?

São as oportunidades de ganhar dinheiro fácil através da delapidação do Tesouro Nacional? Será que os que governam o país precisam dos bancos internacionais, que são respeitados internacionalmente, para virem cá e receber o produto do roubo na forma de depósitos? Os Bancos recebem estes dinheiros, em dólares ou em Kwanzas, e não perguntam de onde vem. Depois, pegam numa parte desse dinheiro, e distribuem a certas pessoas do regime.

E outra parte entra em aviões para destinos desconhecidos. À distribuição que fazem chamam empréstimos. Só que depois nunca mais pagam tais empréstimos.

Ora, quando os auditores do BESA e também os accionistas portugueses do BESA detectaram empréstimos mal parados no valor de CINCO MIL MILHÕES DÓLARES, e perguntaram ao Banco quem eram os devedores, os Administradores disseram que não sabiam a quem emprestaram o dinheiro. Sabiam que uma parte do dinheiro financiou prédios, empresas e condomínios, que foram hipotecados como garantia real. Mas essas garantias não são suficientes.

Mas trata-se de dívidas privadas para projectos privados, contraídas por particulares a um Banco privado. Estes privados ficaram com o dinheiro, ficaram com as casas, ficaram com as empresas e não querem pagar.

Então, o representante de um dos donos do Banco, o português Ricardo Salgado, veio a Angola. E foi ter com quem? Sendo um banco privado com devedores privados devia ir ter com os clientes ou com os administradores. Não fez isso. Foi à Cidade Alta.
O Presidente José Eduardo dos Santos mandou emitir uma garantia para o Estado angolano pagar essas dívidas. E mais:
Estava autorizado por lei a emitir uma garantia de Kz: 245.000.000.000,00 (Duzentos e quarenta e cinco Biliões de Kwanzas). Mandou emitir uma garantia de $5.700.000.000.00 (cinco mil milhões e setecentos milhões de dólares norte americanos) a favor do Banco Espírito Santo de Angola (BESA).

Fez isso através de um “Despacho Interno’ nº 7, datado de 31 de Dezembro de 2013, e que, estranhamente, não foi publicado em Diário da República.

Porque é que o Senhor Presidente da República mandou emitir uma garantia de 5 biliões quando a Assembleia Nacional só autorizou a emissão de garantias até 2 mil milhões de dólares? E porquê que não tornou público o Despacho?

As investigações já feitas indicam que os principais donos do BESA são o Ministro de Estado e Chefe da casa de Segurança do Presidente da República, e o antigo Chefe das suas Comunicações. São os mesmos donos da Pumangol, do Kero, da Transfuel e outros empreendimentos. Indicam também que existem fortes indícios de que a garantia fornecida pelo Executivo em nome do Estado angolano poderá ser utilizada para encobrir outras operações entre o Executivo angolano e interesses privados ilícitos, designadamente operações de enriquecimento ilícito e de branqueamento de capitais envolvendo empresas estrangeiras tituladas por angolanos que foram ou são detentores de cargos públicos. Por isso tudo, orientamos o Grupo Parlamentar para solicitar a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para junto da Administração do BESA apurar, não só onde foi parar tanto dinheiro, mas também em que medida a utilização feita da autorização concedida ao Titular do Poder Executivo para emitir garantias do Estado no quadro das operações de crédito previstas no OGE de 2013 ou de 2014 transforma os Deputados em cúmplices dos crimes de enriquecimento ilícito, branqueamento de capitais ou de improbidade pública que venham a ser imputados a qualquer dos intervenientes.

De facto, o ex- Presidente do BESA, Álvaro Sobrinho, está a contas com a Justiça portuguesa em vários processos de crimes financeiros. O ex- presidente do BES, o português Ricardo Salgado foi detido em Lisboa há duas semanas em conexão com crimes financeiros, alguns deles cometidos a partir do Banco BESA.

Quem fala do BESA, fala também dos buracos que existirão nos outros bancos, e das lavagens de dinheiro aí praticadas. Todo o sistema bancário está minado. Como dizia um perito, cito, ‘a integridade do sistema bancário de um país e a confiança na sua moeda dependem da integridade do governo que os sustenta”. E este governo está a demonstrar-nos que não é serio.

Companheiros:
Angola virou uma ‘menina bonita’ para muitos países. Os estrangeiros já se aperceberam que o país está a saque e quem o saqueia são os próprios governantes. Então, fazem fila para que cada um possa entrar aqui e debicar também o seu bocado.
Aprenderam também que tudo o que precisam fazer é dizer que Sua Excelência é um grande estadista. Que a sua governação é a melhor do mundo. E que tudo farão para apoiar a candidatura de Angola ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. É tudo quanto precisam dizer para receberem chorudos contratos sem concurso e sobrefacturar milhões, enviar tais dinheiros para os paraísos fiscais e não pagarem impostos nem em Angola, nem nos seus países.

Assim, uma estrada que devia custar $650.000.00 passa a custar $2.000.000.00. Para uma fábrica que custa $300.000.00, Angola paga $3.000.000.00, um estudo que deveria custar $250.000.00, Angola paga $1.500.000.00, etc.

Todos são comerciantes ou actuam como comerciantes. Mesmo os que vêm nas vestes de políticos, no fundo, todos vêm buscar a sua parte. Os políticos levam na forma de comissões ou ajudas para as suas campanhas eleitorais. O esquema é o mesmo: os valores são transferidos para paraísos fiscais por via de empresas por ele controladas e, assim, fogem ao fisco e às autoridades reguladoras dos seus países.

Além disso, Sua Excelência garante oferecer empregos a muitos desempregados desses países, pagando-lhes a preço de ouro, para executarem tarefas para as quais existem angolanos qualificados no mercado interno. Inclusive, tarefas de soberania, em lugares sensíveis como o Ministério do Interior, os Serviços de Segurança Interna e Externa e o Ministério da Defesa.

Sim, os especialistas angolanos de segurança estão a ser substituídos por estrangeiros. Os técnicos e oficiais angolanos estão a ser colocados na prateleira para dar lugar a estrangeiros. São os estrangeiros que fazem as análises; são os estrangeiros que elaboram os relatórios. São os estrangeiros que preparam e executam as estratégias. São eles que mandam no país.
O crescimento económico é produzido e garantido por estrangeiros. Os sistemas de produção, de distribuição e de gestão da logística são garantidos por estrangeiros. O sistema de comunicações é garantido por estrangeiros. O sistema de segurança é garantido por estrangeiros. Todo o PIB é garantido por estrangeiros.

Alguém dirá que somos contra os estrangeiros. Falso. Não temos nada contra os estrangeiros. Porém para nós, tal qual os estrangeiros fazem nos seus países, primeiro é o nacional. Depois é que são os estrangeiros. Por outras palavras, primeiro, o angolano; segundo, o angolano; terceiro, o angolano. E o angolano, sempre.

Onde está a nossa independência, caros companheiros e compatriotas? Onde está a nossa soberania?
Por causa disso, o Presidente José Eduardo dos Santos enviou ao Parlamento uma proposta para redefinir quem é o angolano e alterar a Lei da nacionalidade. Quer dar nacionalidade angolana a todos os estrangeiros que ele considerar que prestam ou tenham prestado relevantes serviços à Pátria.

Quer dar nacionalidade a todos os estrangeiros que perseguiram angolanos, torturaram angolanos ou de outro modo ajudaram a dividir os angolanos no quadro do fraticídio e da guerra fria, desde 1975. Quer dar nacionalidade a todos os estrangeiros que, no seu entender, e só no seu entender, estão em Angola há um certo tempo, falem fluentemente o português e merecem ser angolanos. Os que falam fluentemente o kimbundo ou o Kikongo, não. Só os que falam bem o português.

O Presidente José Eduardo dos Santos, quer consolidar a alteração subtil que vem fazendo da identidade cultural e social de Angola. Quer mesmo alterar a demografia, assim como os outros fizeram com a América Latina!

Não admira, portanto, que todos esses países se sintam em casa quando vêm a Angola. Afinal, têm na Cidade Alta um padrinho que lhes concede até nacionalidade quando entende.

Prezados companheiros da Comissão Política:

Quando um governante utiliza a autoridade pública para atacar a República ao invés de protegê-la; ou quando subverte a democracia utilizando a Constituição, os órgãos do Estado, ou as políticas públicas, a utilização destes veículos não alteram a natureza subversiva e anti-patriótica dos atentados graves ao Estado de Direito e à soberania popular.

O espectáculo que a Televisão Pública de Angola exibe todos os dias, são imagens ilusórias da governação teatral do MPLA. A TPA foi transformada na principal máquina de propaganda do sultanismo. Várias empresas de produção televisiva detidas pela oligarquia foram constituídas e equipadas com fundos públicos para preparar pacotes de programas para impressionar, seduzir e enganar. Do que produzem, nada é sustentável, nada é duradouro, nada é sério. É um simples espectáculo de luzes, um ‘show business’, como diriam os ingleses. Aqui também os principais artistas deste espectáculo de ilusionismo são estrangeiros a soldo da oligarquia sultânica.

A arte de enganar por via de actos de marketing não fica por aí. Recentemente, o regime introduziu os Fóruns para esvaziar o forte conteúdo político-constitucional do princípio da autonomia local.

A concretização do princípio constitucional da autonomia local faz-se por via das autarquias locais no quadro do poder local.
Nas democracias participativas há transferência efectiva do poder aos munícipes, não meros Fóruns de auscultação do sultão.
No sultanismo, claro, o sultão quer mandar em tudo e em todos. E quer fazer teatro fingindo que ouve a mulher rural, ouve os jovens, ouve os munícipes. Mas fica com o poder todo. Fica com o dinheiro e com o poder de decisão!

Os angolanos já rejeitaram esta centralização! Rejeitámo-la em 1975, rejeitámo-la nas décadas de 80 e 90. E rejeitámo-lo novamente agora.

A Constituição da República de Angola consagra as AUTARQUIAS LOCAIS, que são órgãos autónomos do poder dos cidadãos, distintos do Estado. São as autarquias que concorrem para a resolução directa e autónoma dos problemas das populações. As autarquias nada têm a ver com o Governo central. Onde há autarquias não há Administração municipal nem Fóruns organizados pelo poder Executivo central.

Os problemas da mulher rural são melhor equacionados no quadro do Poder local, pelas próprias mulheres rurais, através de órgãos autónomos delas representativos, eleitos nas eleições autárquicas.

Os problemas dos municípios e das cidades, nos termos da Constituição, devem ser resolvidos de forma autónoma pelos munícipes, através de três órgãos próprios, que são: uma Assembleia dotada de poderes deliberativos, um órgão executivo colegial e um Presidente da Autarquia.

A Assembleia é composta por representantes locais, eleitos por sufrágio universal, igual, livre, directo, secreto e periódico dos cidadãos eleitores na área da respectiva autarquia, segundo o sistema de representação proporcional.
O órgão executivo colegial é constituído pelo seu Presidente e por Secretários por si nomeados, todos responsáveis perante a Assembleia da Autarquia.

O Presidente do órgão executivo da autarquia é o cabeça da lista mais votada para a Assembleia. As candidaturas para as eleições dos órgãos das autarquias podem ser apresentadas por partidos políticos, isoladamente ou em coligação, ou por grupos de cidadãos eleitores, nos termos da lei.

Os Fóruns não servem o propósito da administração local autónoma, porque não são pessoas colectivas territoriais correspondentes ao conjunto de residentes em certas circunscrições do território nacional e que asseguram a prossecução de interesses específicos resultantes da vizinhança, mediante órgãos próprios representativos das respectivas populações, como estabelece a Constituição.

Os Fóruns não têm poder de decisão, não têm órgãos eleitos, não têm recursos próprios. Os Fóruns não são órgãos deliberativos, autónomos e separados do poder central do Estado. São manobras de diversão do sultanismo que a UNITA rejeita categoricamente. É tempo de acção. É tempo de descentralizar e de devolver o poder aos munícipes para resolverem eles mesmos os problemas prementes do comércio urbano e rural, da educação, da saúde, da criminalidade urbana e rural, e do desenvolvimento urbano e rural.

Companheiros:
Em síntese, a gravidade da situação do país pode ser resumida em seis pontos:

1) Houve uma mudança subtil e inconstitucional do regime político acordado em Bicesse, o que implica dizer que o Presidente José Eduardo dos Santos revogou os Acordos de Paz firmados em 1991 e substituiu o regime democrático e a reconciliação nacional pelo regime autoritário sultânico que se baseia no exercício do poder do estado de forma arbitrária e sem limites por um só homem.

2) O regime em Angola também pode ser caracterizado de neocolonial porque o país é dirigido por estrangeiros, no interesse de estrangeiros e está a saque de quem o quiser sacar, sendo tal saque promovido e protegido por quem governa o país.

3) A nacionalidade angolana, a soberania nacional e a identidade política e cultural de Angola estão ameaçados.

4) A supremacia da Constituição do MPLA foi substituída pela vontade de um homem. A democracia tornou-se uma miragem e a reconciliação nacional uma quimera.

5) Os peritos e oficiais angolanos nas Forças de Defesa e Segurança estão a ser todos afastados dos postos de comando e substituídos por estrangeiros ou colocados na prateleira. Não importa a sua proveniência, o que importa é que por serem angolanos não servem.

6) Um grupo de predadores que se confunde com o Estado utiliza o sistema financeiro nacional para executar operações ilícitas de branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito e corrupção, dentro e fora de Angola e a justiça angolana mostra-se incapaz de investigar e julgar tais crimes.

Perante este quadro, o que devemos fazer?

Mudanças profundas exigem ajustes profundos, medidas correctivas profundas que a Comissão Política não tem legitimidade para as tomar. No nosso calendário político partidário, o próximo ano é ano do Congresso. Precisamos de começar a aprofundar a análise desta situação para que seja levada ao Congresso a fim de que este possa responder com propriedade e autoridade a estas ameaças e desafios.

A nossa agenda para esta reunião inclui um ponto que se destina a cumprir com o requisito estatutário, que nos obriga ouvir o parecer da Comissão Política antes de convocar o Congresso. Gostaria, portanto, nos termos dos Estatutos, ouvir o parecer da nossa Comissão Política sobre a necessidade de realizarmos o nosso XII Congresso Ordinário no próximo ano de 2015.

Caros companheiros,

Ao contrário da opinião largamente difundida, os regimes autoritários sultânicos são construções sempre frágeis e precárias, apesar de poderosas e opressivas. Segundo Linz, esses regimes são débeis, frágeis, instáveis e precários e, talvez precisamente por terem consciência disso, recorrem à repressão e à opressão.

Temos de nos posicionar para o futuro AGORA, porque a História.

Por outro lado, creio ter chegado o momento para se transformar a UNITA num instrumento ao serviço de toda a sociedade. A UNITA precisa de estabelecer novos cenários de intercomunicação com o eleitorado de natureza estável e permanente, para facilitar o acesso do eleitor ao nosso Partido, seja para questionar, seja para filiar-se, seja para sugerir medidas de política específicas para salvaguarda dos seus interesses pessoais, de grupo ou de classe.

Há que transformar as nossas sedes em locais de participação social, onde o cidadão se informa e apresenta propostas para resolução dos problemas sociais.

Há que maximizar o uso de todos os recursos que as redes sociais colocam à nossa disposição e colocá-los ao serviço da concepção participativa da democracia que a UNITA preconiza. Há que colocar o nosso Partido ao lado do cidadão, em cada esquina, em cada aldeia, em cada Bairro, em cada área de intervenção social, para melhor compreender a realidade individual e social em que se desenvolve a cidadania e aumentar o grau de interacção com ela, visando a mais ampla e efectiva participação dos cidadãos na vida pública.

Numa palavra, há que preparar os cidadãos para assumirem, eles mesmos, o poder político, seja o poder autárquico, seja o poder do Estado.

A posição da UNITA como interlocutor incontornável na busca de soluções para o país, está consolidada. A condição da UNITA de força estruturada e experimentada, capaz de manter a estabilidade do país, é indiscutível. É com este espírito e alto sentido de responsabilidade perante a história que devemos encarar as nossas reuniões, a partir de hoje. Já não estamos aqui apenas para tratar assuntos internos da UNITA. A UNITA hoje é muito mais do que a UNITA. Angola espera pela UNITA. Todos os assuntos da UNITA afectam o país, porque a UNITA é tudo o que os milhões de sofredores têm para realizar o sonho da sua cidadania!

Declaro aberta a IV Reunião ordinária da Comissão Política.
Muito obrigado.
Ler mais
grupo parlamentar - actividade
Declaração de voto da UNITA na votação final global - "OGE 2015 REVISTO"
Excelência Senhor Presidente da Assembleia Nacional;
Ilustres Auxiliares do Titular do Poder Executivo;
Caros Deputados;
Minhas Senhoras e meus Senhores:

O Grupo Parlamentar da UNITA votou “Contra” este Orçamento Geral do Estado Rectificativo – que o Executivo insiste em chamar “Revisto” – pelas razões que a seguir enumero:

Este OGE vai prejudicar e dificultar a vida dos cidadãos pobres, por um lado, e, por outro, alimentar a corrupção que, decididamente, tomou conta do Estado, em vez do Estado tomar conta da corrupção. Bastará olhar para o rosário de recomendações (88!) que esta Assembleia faz ao Executivo; recomendações sempre dadas mas nunca seguidas, neste exercício inútil, fútil que apenas ridiculariza um Parlamento que devia merecer o respeito de todos, incluindo o do Titular do Poder Executivo.

Bastará olhar para os “fantasmas” que continuam a morar nos mais variados sectores, desde a Caixa Social das FAA, passando pela da Polícia, pela Comunicação Social e outros sectores.

Este Orçamento Revisto ou Rectificativo continua a ter muitas zonas cinzentas, com muitos segredos alimentados por verbas avultadas, quando aos angolanos é lançado o apelo veemente de apertar o cinto.

Não podíamos acompanhar os nossos colegas do MPLA que decidiram, hoje como ontem, aprovar um Orçamento cuja execução estamos todos proibidos de fiscalizar; com as caras alegres tanto dos auxiliares do Titular do Poder Executivo, como do nosso Poder Judicial, que vem para aqui buscar dinheiro do Povo sob a alegação que servirá para fazer isto ou aquilo; muitos reclamando que não chega para fazerem o pretendido em 2015, mas sem que ninguém, mas absolutamente ninguém, se mostre disposto a deixar-se fiscalizar pelos únicos delegados que o Povo indicou para acompanharem o que se faz do seu dinheiro: os Deputados.

Mais do que refugiar-se em interpretações constitucionais querendo conhecer a Lei melhor do que quem a concebeu, devia imperar a vergonha da fuga à fiscalização. Só que a vergonha recusa-se a chegar à cara de determinadas pessoas e estas sentem-me comodamente bem nesse papel, nesse comportamento... Por isso nos enganam constantemente, aqui, com as mesmas obras executadas multiplicadas vezes; com obras cujo valor é sempre multiplicado por muito; com obras não feitas mas contabilizadas; com obras mal feitas mas que custam caro; enfim. Bastará olhar para a desgraça das nossas estradas, em estado degradante, como reconheceu há dias o próprio Ministro da Construção, na volta que deu por essas estradas; estradas que para além de más são insuficientes, bastando uma chuva como a que caiu esta manhã, aqui em Luanda, para deixar a vida de todos num verdadeiro caos.

E esta falta absoluta de fiscalização por parte da Assembleia Nacional, que se constitui numa das maiores e mais graves e gravosas fragilidades do regime democrático de direito, parece consumar uma aliança em que Poder Executivo e Poder Judicial dão mostras de concretizarem uma união tendente a tornar cada vez mais frágil este Parlamento, peça fundamental na democratização de Angola, transformada num mero local de depósito e levantamento de diplomas e autorizações, para legalizar ilegitimidades.

Senhor Presidente,
Caros colegas Deputados,
Minhas senhoras e meus senhores:

Como podíamos, nós Grupo Parlamentar da UNITA, dar um voto favorável a este Orçamento, prenhe de incertezas, e que ainda por cima se propõe, para não variar, dar super-poderes ao Titular do Poder Executivo para usar o dinheiro dos angolanos da forma como entender, com carta branca para fazer ajustes orçamentais quando e como quiser, incluir e excluir despesas, endividar o país quando lhe convier, enquanto que, para a prestação de contas, aos deputados se diz “Xé menino, não fala política”?

Neste Orçamento, o preço médio de exportação do barril de petróleo é de 40 dólares. O diferencial resultante desse preço médio de exportação e o preço efectivo, será posto em conta de Reserva do Tesouro Nacional, cuja gestão fica a cargo do Titular do Poder Executivo. Sem fiscalização! Durante os debates, na especialidade, perguntámos para onde foram os biliões de dólares resultantes de poupanças dos anos passados, que poderiam agora dar algum desafogo ao défice orçamental. Fizemos a pergunta vezes sem conta, mas os “pragmáticos” do Executivo apenas nos disseram que o valor era inferior ao que estávamos a dizer. Mesmo com a tabuada desencontrada, insistimos perguntando onde estava o tal “bocadinho” de biliões de dólares, mas ninguém nos soube dizer. Absolutamente ninguém! Devíamos, nestas condições, votar favoravelmente este Orçamento, para o nosso dinheiro voltar a ganhar pernas e “bazar”? Claro que não!

Não podíamos aprovar um Orçamento que dá dinheiro para que uns comam, encham as barrigas e se armem de garrafas, paus, pedras ou porretes, protegidos por fardamentos comprados com esse dinheiro de todos nós, para espancarem, incendiarem e até matarem, em nome de uma intolerância que se condena com o discurso, mas se alimenta com os actos, como foi exemplo o ataque recente que nem deputados poupou, por serem da UNITA, na localidade da Chipuia, comuna do Casseque, município da Ganda, em Benguela, há precisamente 9 dias.

Como poderíamos nós, Grupo Parlamentar da UNITA, aprovar um Orçamento que dá milhões de dólares a uma Comunicação Social dita pública, completamente descredibilizada, que usa o dinheiro de todos para beneficiar uns poucos, maltratar a maioria, prejudicar até os seus próprios trabalhadores, praticar e promover a desonestidade, de tão partidarizada, parcial e discriminatória?

Como podíamos aprovar um Orçamento que, no debate na especialidade, apresentava três versões, duas com o Executivo e uma com os deputados (pelo menos parte deles)? Na nossa não havia nada sobre os pendentes de Lusaka, mas havia documentos nas mãos de outros com rubricas sobre essa matéria, mesmo se de modo tímido. No fim, esses pendentes desaparecem de todos os documentos. É sério aprovarmos documentos assim, sobretudo com a importância de um Orçamento Geral do Estado, normal, revisto ou rectificativo?

Como poderíamos nós aprovar um Orçamento que despreza escandalosamente sectores importantíssimos para o desenvolvimento de qualquer país, mesmo os comunistas e dictatoriais, como é a Educação e a Saúde; dois sectores que, mais uma vez, não conseguem, juntas, a verba atribuída à Defesa e Segurança em tempo de paz?

Como podia a UNITA votar a favor de um Orçamento em que mentirosamente se fala em “diversificação da economia”; diversificação que requer e exige dinheiro para o investimento nos outros sectores que se pretende alavancar, em momento em que não existe dinheiro? Não é isso um paradoxo?

Muito obrigado, Senhor Presidente.

GRUPO PARLAMENTAR DA UNITA, 19 DE MARÇO DE 2015
Ler mais
L.i.m.a - actividades
LIMA manifesta veemente repúdio aos actos de agressão contra jovem Neth
O Executivo Nacional da LIMA esteve reunido no dia 30 de Abril em sessão ordinária para analisar o caso das imagens chocantes de um vídeo que tem estado a correr nas redes sociais sobre a agressão física praticadas contra uma jovem de apenas 18 anos.

A LIMA sendo uma Organização vocacionada para a defesa dos Direitos da Mulher que são Direitos Humanos:

Manifesta o seu veemente repúdio pelos actos de agressão, humilhação, ofensas e atentados à moral, praticados pela jovem Jussila e suas amigas contra Neth, na tentativa de fazerem justiça por mãos próprias.

Condena o corruptor e conivente suposto marido de Jussila, homem adulto cujas práticas levam as jovens a aliciamentos e prostituição.

Responsabiliza os proprietários do Hotel Confidente e os funcionários que não garantem segurança nenhuma nas suas instalações pois naquela fatídica Quinta- feira 16 de Abril nada fizeram em defesa da jovem agredida que viu a morte muito perto de si.

A LIMA apela às autoridades competentes: à PGR, à DNIC que sejam céleres e medidas exemplares sejam aplicadas aos envolvidos no caso Neth a quem manifesta, o seu apreço e solidariedade.

Luanda, aos 30 de Abril de 2015

O Executivo Nacional da LIMA
Ler mais
Vídeos
C:\Mes Sites\Unitaangola29122013\UNITAANGO_WEB\coqUNITA.jpg
Opiniões
 Publicidade
Obra de Isaías Samakuva
Entrevistas
Facebook Youtube Twitter Contacto
Todos os direitos reservados
Secretariado da comunicacão e Marketing da UNITA
União Nacional para Indepedência Total de Angola
©  Copyright 2002-2013
Sabado, 30 de Maio de 2015