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UNITAANGOLA
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Balanço da digressão diplomática do Presidente Samakuva ao Exterior
No fim do mês de Outubro, mais exactamente no dia 29 de Outubro, uma delegação do nosso Partido, constituída por mim próprio e pelos digníssimos deputados e distintos membros da Direcção da UNITA, Alcides Sakala Simões e Adalberto Costa Júnior, iniciou a viagem que a levou sucessivamente a Portugal, Cabo Verde, França e Bélgica.
22/11/2014
Moção de Apoio da Liga da Mulher Angolana, em saudação à digressão com sucesso do Presidente do Partido, Dr. Isaías Samakuva
“Na vida de um homem há um horizonte material que representa o querer e o ser, para além dele está a felicidade que se alcança através da luta”
Dr. Savimbi

Os membros do Comité Nacional da LIMA residentes em Luanda, reunidos nesta sexta-feira, em sessão extraordinária para os preparativos da reunião magna, prevista para Dezembro próximo, saúdam e felicitam Sua Excelência o Presidente do Partido Dr. Isaías Henrique Ngola Samakuva, pelo périplo que efectuou ao exterior do país, passando por países como: Portugal, Cabo Verde, França e Bélgica, onde com sucesso conseguiu espalhar a mensagem dos angolanos, “os sem voz”.

A LIMA reconhece o desempenho do Presidente Samakuva na condução do povo destemido de Angola, procurando buscar a dignidade, Liberdade e bem-estar social.

Reafirmamos o nosso total e incondicional apoio à clarividência da Direcção do Partido que nos momentos mais difíceis tem sabido gizar os melhores caminhos para a manutenção, preservação da paz, unidade e reconciliação nacional entre os angolanos.

A Liga da Mulher Angolana repudia com veemência todas as tentativas de exclusão e implosão da UNITA, todos os actos de violência política, mormente os recentes pronunciamentos dos governantes do país.

Senhor Presidente! Seja bem-vindo à casa, que Angola e os angolanos estão e contam contigo.

Luanda aos 21 de Novembro de 2014
O Comité Nacional da LIMA
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Comunicado da UNITA sobre as acusações de Bento Bento e do Ministério do Interior NOTA DE CONDOLÊNCIAS
18/11/2014
14/11/2014
Estas declarações são falsas. Caluniosas. Irresponsáveis e eivadas de intenções inconfessas. Elas revelam, no mínimo, que o MPLA perdeu o norte e quer agora, tal como no passado, voltar a nadar nas águas turvas da calúnia e da desinformação, para sustentar os seus planos macabros, já denunciados, de executar assassinatos políticos dos seus adversários. Foi com profunda dor e consternação que o Grupo Parlamentar da UNITA tomou conhecimento do falecimento do Nacionalista e Deputado Afonso Van-Dunen M’Binda, ocorrido na manhã do dia 14 de Novembro de 2014, por motivo de doença.
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Esteve na província do Moxico, o secretário Geral da JURA, Alicerces Mango e seu adjunto Gaio Kakoma, entre os dias 28 de Setembro e 4 de outubro, para avaliar o grau de cumprimento do programa de acção saído do IIIº Congresso da JURA. Em fevereiro de 1976, integrou a conhecida “longa marcha”, uma coluna de civis e militares encabeçada pelo trio (Jonas Savimbi, Samuel Chiwale e Ernesto Mulato) que abandonou as cidades com destino as matas.

Intolerância
Palavra do Presidente
Discurso do Presidente Samakuva à IV Reunião Ordinária da Comissão Política
Discurso do Presidente Samakuva na Abertura da IV Reunião Ordinária da Comissão Política

Prezados companheiros da Direcção do Partido,
Minhas senhoras e meus senhores:

Cumpre-me em primeiro lugar saudar a todos os companheiros aqui presentes, para participar nos trabalhos da IV Reunião ordinária da Comissão Política.
Sejam todos bem vindos!

A Comissão Política foi convocada para cumprir com uma obrigação estatutária e para além das formalidades sobre questões internas habituais, achamos que esta é também uma oportunidade para passar em revista a situação nacional à luz dos desenvolvimentos que o País tem conhecido. De facto, nos últimos meses, o nosso país tem conhecido situações que suscitam preocupação de vários angolanos que achei oportuno e importante trazer à atenção deste importante órgão do nosso Partido.

Através de vários golpes de Estado silenciosos e subtis, o senhor Presidente José Eduardo dos Santos, consolidou o derrube do regime democrático acordado em Bicesse para dar lugar a um regime muito similar ao ‘sultanismo’, que é o nome que a ciência política atribui ao fenómeno que alguns analistas angolanos classificam de ‘eduardismo’.

A classificação que fazemos do regime actual como ‘sultanismo’ é baseada nas características fundamentais dos regimes não democráticos estudadas por dois cientistas políticos, Linz e Stepan[1], a partir do trabalho analítico de Max Weber.

Segundo estes cientistas, o ‘Sultanismo’ é um regime de governo autoritário onde um só governante está presente em todas as instâncias de poder. Há uma excessiva concentração de poderes num líder que os exerce de forma arbitrária com um fim tendencial de salvaguarda de interesses privados. Os regimes sultânicos anulam a diferença entre público e privado no que respeita à esfera de actividade patrimonial do líder.

Exemplos históricos desses regimes incluem o Haiti dos Duvalier, as Filipinas de Marcos, a República Centro Africana de Bokassa, o Irão do Xá, a Roménia de Ceausescu, o Zaire de Mobutu e o Iraque de Sadam Hussein. É curioso notar também que todos eles foram sempre apoiados pelas superpotências, porque o sultão não é nem se comporta como patriota. Defende e promove os interesses estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais, desde que tais interesses o apoiem na sua agenda de se perpetuar no poder.

No autoritarismo sultânico, os poderes do líder expandem-se de tal maneira, que ele cria e mantém uma máquina administrativa, económica, policial, judicial e militar, que actua como sua propriedade pessoal.

Esta máquina, no caso de Angola, transformou o Estado numa entidade violadora dos direitos humanos, que atenta contra a soberania do povo angolano e contra a unidade nacional. Transformou-o também num veículo corruptor da sociedade.

Angola tem hoje um regime neocolonial onde é mais fácil um estrangeiro obter Bilhete de Identidade angolano do que o cidadão de Nambuangongo, do Chongorói ou do Seles.

Por outro lado, notamos que os governos provinciais abandonaram a sua função de servidores e administradores públicos. Foram transformados em secretariados do partido que promovem o sultanismo e já actuam abertamente como tal.

A crise de governação atingiu níveis insustentáveis. O governo não consegue travar a crescente onda de sinistralidade nas estradas nem da criminalidade. Aliás, como o poderá fazer se os factos começam a indicar que algumas sedes do governo são também sedes do crime? Se os administradores dos bancos são também administradores do crime?

Os níveis reais de mortalidade nos Bairros crescem todos os meses. Os níveis de pobreza crescem todos os dias. A qualidade dos serviços públicos de saúde e educação baixa todos os dias. Os jovens que se licenciam aqui no país encontram sérias dificuldades para competir no mercado. As empresas preferem as pessoas formadas no exterior. Até os Ministérios não dão prioridade aos formados no país, em parte porque não são competitivos!

Que país estamos a construir, afinal de contas? É assim que Angola está a subir? Está a subir para onde, companheiros? Assim como os Europeus dividiram entre si os recursos da África, em Berlim, e criaram as actuais fronteiras das suas possessões coloniais, hoje também as forças que controlam o poder político e económico em Angola dividem entre si os recursos de Angola e criam fronteiras de intervenção económica para as diversas famílias da oligarquia.

O caso ‘Banco Espírito Santo de Angola’ constitui apenas um exemplo de como pessoas nas vestes de agentes do Estado utilizam os fundos públicos e a autoridade pública para actos ilícitos. O caso do BESA também levanta sérias questões sobre a integridade do sistema bancário angolano. Como perguntam os mais ingénuos: ‘porque é que um país de desempregados, sub-empregados e de trabalhadores mal pagos que não fazem poupanças tem tantos bancos? O que atrai os Bancos para Angola?

São as oportunidades de ganhar dinheiro fácil através da delapidação do Tesouro Nacional? Será que os que governam o país precisam dos bancos internacionais, que são respeitados internacionalmente, para virem cá e receber o produto do roubo na forma de depósitos? Os Bancos recebem estes dinheiros, em dólares ou em Kwanzas, e não perguntam de onde vem. Depois, pegam numa parte desse dinheiro, e distribuem a certas pessoas do regime.

E outra parte entra em aviões para destinos desconhecidos. À distribuição que fazem chamam empréstimos. Só que depois nunca mais pagam tais empréstimos.

Ora, quando os auditores do BESA e também os accionistas portugueses do BESA detectaram empréstimos mal parados no valor de CINCO MIL MILHÕES DÓLARES, e perguntaram ao Banco quem eram os devedores, os Administradores disseram que não sabiam a quem emprestaram o dinheiro. Sabiam que uma parte do dinheiro financiou prédios, empresas e condomínios, que foram hipotecados como garantia real. Mas essas garantias não são suficientes.

Mas trata-se de dívidas privadas para projectos privados, contraídas por particulares a um Banco privado. Estes privados ficaram com o dinheiro, ficaram com as casas, ficaram com as empresas e não querem pagar.

Então, o representante de um dos donos do Banco, o português Ricardo Salgado, veio a Angola. E foi ter com quem? Sendo um banco privado com devedores privados devia ir ter com os clientes ou com os administradores. Não fez isso. Foi à Cidade Alta.
O Presidente José Eduardo dos Santos mandou emitir uma garantia para o Estado angolano pagar essas dívidas. E mais:
Estava autorizado por lei a emitir uma garantia de Kz: 245.000.000.000,00 (Duzentos e quarenta e cinco Biliões de Kwanzas). Mandou emitir uma garantia de $5.700.000.000.00 (cinco mil milhões e setecentos milhões de dólares norte americanos) a favor do Banco Espírito Santo de Angola (BESA).

Fez isso através de um “Despacho Interno’ nº 7, datado de 31 de Dezembro de 2013, e que, estranhamente, não foi publicado em Diário da República.

Porque é que o Senhor Presidente da República mandou emitir uma garantia de 5 biliões quando a Assembleia Nacional só autorizou a emissão de garantias até 2 mil milhões de dólares? E porquê que não tornou público o Despacho?

As investigações já feitas indicam que os principais donos do BESA são o Ministro de Estado e Chefe da casa de Segurança do Presidente da República, e o antigo Chefe das suas Comunicações. São os mesmos donos da Pumangol, do Kero, da Transfuel e outros empreendimentos. Indicam também que existem fortes indícios de que a garantia fornecida pelo Executivo em nome do Estado angolano poderá ser utilizada para encobrir outras operações entre o Executivo angolano e interesses privados ilícitos, designadamente operações de enriquecimento ilícito e de branqueamento de capitais envolvendo empresas estrangeiras tituladas por angolanos que foram ou são detentores de cargos públicos. Por isso tudo, orientamos o Grupo Parlamentar para solicitar a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para junto da Administração do BESA apurar, não só onde foi parar tanto dinheiro, mas também em que medida a utilização feita da autorização concedida ao Titular do Poder Executivo para emitir garantias do Estado no quadro das operações de crédito previstas no OGE de 2013 ou de 2014 transforma os Deputados em cúmplices dos crimes de enriquecimento ilícito, branqueamento de capitais ou de improbidade pública que venham a ser imputados a qualquer dos intervenientes.

De facto, o ex- Presidente do BESA, Álvaro Sobrinho, está a contas com a Justiça portuguesa em vários processos de crimes financeiros. O ex- presidente do BES, o português Ricardo Salgado foi detido em Lisboa há duas semanas em conexão com crimes financeiros, alguns deles cometidos a partir do Banco BESA.

Quem fala do BESA, fala também dos buracos que existirão nos outros bancos, e das lavagens de dinheiro aí praticadas. Todo o sistema bancário está minado. Como dizia um perito, cito, ‘a integridade do sistema bancário de um país e a confiança na sua moeda dependem da integridade do governo que os sustenta”. E este governo está a demonstrar-nos que não é serio.

Companheiros:
Angola virou uma ‘menina bonita’ para muitos países. Os estrangeiros já se aperceberam que o país está a saque e quem o saqueia são os próprios governantes. Então, fazem fila para que cada um possa entrar aqui e debicar também o seu bocado.
Aprenderam também que tudo o que precisam fazer é dizer que Sua Excelência é um grande estadista. Que a sua governação é a melhor do mundo. E que tudo farão para apoiar a candidatura de Angola ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. É tudo quanto precisam dizer para receberem chorudos contratos sem concurso e sobrefacturar milhões, enviar tais dinheiros para os paraísos fiscais e não pagarem impostos nem em Angola, nem nos seus países.

Assim, uma estrada que devia custar $650.000.00 passa a custar $2.000.000.00. Para uma fábrica que custa $300.000.00, Angola paga $3.000.000.00, um estudo que deveria custar $250.000.00, Angola paga $1.500.000.00, etc.

Todos são comerciantes ou actuam como comerciantes. Mesmo os que vêm nas vestes de políticos, no fundo, todos vêm buscar a sua parte. Os políticos levam na forma de comissões ou ajudas para as suas campanhas eleitorais. O esquema é o mesmo: os valores são transferidos para paraísos fiscais por via de empresas por ele controladas e, assim, fogem ao fisco e às autoridades reguladoras dos seus países.

Além disso, Sua Excelência garante oferecer empregos a muitos desempregados desses países, pagando-lhes a preço de ouro, para executarem tarefas para as quais existem angolanos qualificados no mercado interno. Inclusive, tarefas de soberania, em lugares sensíveis como o Ministério do Interior, os Serviços de Segurança Interna e Externa e o Ministério da Defesa.

Sim, os especialistas angolanos de segurança estão a ser substituídos por estrangeiros. Os técnicos e oficiais angolanos estão a ser colocados na prateleira para dar lugar a estrangeiros. São os estrangeiros que fazem as análises; são os estrangeiros que elaboram os relatórios. São os estrangeiros que preparam e executam as estratégias. São eles que mandam no país.
O crescimento económico é produzido e garantido por estrangeiros. Os sistemas de produção, de distribuição e de gestão da logística são garantidos por estrangeiros. O sistema de comunicações é garantido por estrangeiros. O sistema de segurança é garantido por estrangeiros. Todo o PIB é garantido por estrangeiros.

Alguém dirá que somos contra os estrangeiros. Falso. Não temos nada contra os estrangeiros. Porém para nós, tal qual os estrangeiros fazem nos seus países, primeiro é o nacional. Depois é que são os estrangeiros. Por outras palavras, primeiro, o angolano; segundo, o angolano; terceiro, o angolano. E o angolano, sempre.

Onde está a nossa independência, caros companheiros e compatriotas? Onde está a nossa soberania?
Por causa disso, o Presidente José Eduardo dos Santos enviou ao Parlamento uma proposta para redefinir quem é o angolano e alterar a Lei da nacionalidade. Quer dar nacionalidade angolana a todos os estrangeiros que ele considerar que prestam ou tenham prestado relevantes serviços à Pátria.

Quer dar nacionalidade a todos os estrangeiros que perseguiram angolanos, torturaram angolanos ou de outro modo ajudaram a dividir os angolanos no quadro do fraticídio e da guerra fria, desde 1975. Quer dar nacionalidade a todos os estrangeiros que, no seu entender, e só no seu entender, estão em Angola há um certo tempo, falem fluentemente o português e merecem ser angolanos. Os que falam fluentemente o kimbundo ou o Kikongo, não. Só os que falam bem o português.

O Presidente José Eduardo dos Santos, quer consolidar a alteração subtil que vem fazendo da identidade cultural e social de Angola. Quer mesmo alterar a demografia, assim como os outros fizeram com a América Latina!

Não admira, portanto, que todos esses países se sintam em casa quando vêm a Angola. Afinal, têm na Cidade Alta um padrinho que lhes concede até nacionalidade quando entende.

Prezados companheiros da Comissão Política:

Quando um governante utiliza a autoridade pública para atacar a República ao invés de protegê-la; ou quando subverte a democracia utilizando a Constituição, os órgãos do Estado, ou as políticas públicas, a utilização destes veículos não alteram a natureza subversiva e anti-patriótica dos atentados graves ao Estado de Direito e à soberania popular.

O espectáculo que a Televisão Pública de Angola exibe todos os dias, são imagens ilusórias da governação teatral do MPLA. A TPA foi transformada na principal máquina de propaganda do sultanismo. Várias empresas de produção televisiva detidas pela oligarquia foram constituídas e equipadas com fundos públicos para preparar pacotes de programas para impressionar, seduzir e enganar. Do que produzem, nada é sustentável, nada é duradouro, nada é sério. É um simples espectáculo de luzes, um ‘show business’, como diriam os ingleses. Aqui também os principais artistas deste espectáculo de ilusionismo são estrangeiros a soldo da oligarquia sultânica.

A arte de enganar por via de actos de marketing não fica por aí. Recentemente, o regime introduziu os Fóruns para esvaziar o forte conteúdo político-constitucional do princípio da autonomia local.

A concretização do princípio constitucional da autonomia local faz-se por via das autarquias locais no quadro do poder local.
Nas democracias participativas há transferência efectiva do poder aos munícipes, não meros Fóruns de auscultação do sultão.
No sultanismo, claro, o sultão quer mandar em tudo e em todos. E quer fazer teatro fingindo que ouve a mulher rural, ouve os jovens, ouve os munícipes. Mas fica com o poder todo. Fica com o dinheiro e com o poder de decisão!

Os angolanos já rejeitaram esta centralização! Rejeitámo-la em 1975, rejeitámo-la nas décadas de 80 e 90. E rejeitámo-lo novamente agora.

A Constituição da República de Angola consagra as AUTARQUIAS LOCAIS, que são órgãos autónomos do poder dos cidadãos, distintos do Estado. São as autarquias que concorrem para a resolução directa e autónoma dos problemas das populações. As autarquias nada têm a ver com o Governo central. Onde há autarquias não há Administração municipal nem Fóruns organizados pelo poder Executivo central.

Os problemas da mulher rural são melhor equacionados no quadro do Poder local, pelas próprias mulheres rurais, através de órgãos autónomos delas representativos, eleitos nas eleições autárquicas.

Os problemas dos municípios e das cidades, nos termos da Constituição, devem ser resolvidos de forma autónoma pelos munícipes, através de três órgãos próprios, que são: uma Assembleia dotada de poderes deliberativos, um órgão executivo colegial e um Presidente da Autarquia.

A Assembleia é composta por representantes locais, eleitos por sufrágio universal, igual, livre, directo, secreto e periódico dos cidadãos eleitores na área da respectiva autarquia, segundo o sistema de representação proporcional.
O órgão executivo colegial é constituído pelo seu Presidente e por Secretários por si nomeados, todos responsáveis perante a Assembleia da Autarquia.

O Presidente do órgão executivo da autarquia é o cabeça da lista mais votada para a Assembleia. As candidaturas para as eleições dos órgãos das autarquias podem ser apresentadas por partidos políticos, isoladamente ou em coligação, ou por grupos de cidadãos eleitores, nos termos da lei.

Os Fóruns não servem o propósito da administração local autónoma, porque não são pessoas colectivas territoriais correspondentes ao conjunto de residentes em certas circunscrições do território nacional e que asseguram a prossecução de interesses específicos resultantes da vizinhança, mediante órgãos próprios representativos das respectivas populações, como estabelece a Constituição.

Os Fóruns não têm poder de decisão, não têm órgãos eleitos, não têm recursos próprios. Os Fóruns não são órgãos deliberativos, autónomos e separados do poder central do Estado. São manobras de diversão do sultanismo que a UNITA rejeita categoricamente. É tempo de acção. É tempo de descentralizar e de devolver o poder aos munícipes para resolverem eles mesmos os problemas prementes do comércio urbano e rural, da educação, da saúde, da criminalidade urbana e rural, e do desenvolvimento urbano e rural.

Companheiros:
Em síntese, a gravidade da situação do país pode ser resumida em seis pontos:

1) Houve uma mudança subtil e inconstitucional do regime político acordado em Bicesse, o que implica dizer que o Presidente José Eduardo dos Santos revogou os Acordos de Paz firmados em 1991 e substituiu o regime democrático e a reconciliação nacional pelo regime autoritário sultânico que se baseia no exercício do poder do estado de forma arbitrária e sem limites por um só homem.

2) O regime em Angola também pode ser caracterizado de neocolonial porque o país é dirigido por estrangeiros, no interesse de estrangeiros e está a saque de quem o quiser sacar, sendo tal saque promovido e protegido por quem governa o país.

3) A nacionalidade angolana, a soberania nacional e a identidade política e cultural de Angola estão ameaçados.

4) A supremacia da Constituição do MPLA foi substituída pela vontade de um homem. A democracia tornou-se uma miragem e a reconciliação nacional uma quimera.

5) Os peritos e oficiais angolanos nas Forças de Defesa e Segurança estão a ser todos afastados dos postos de comando e substituídos por estrangeiros ou colocados na prateleira. Não importa a sua proveniência, o que importa é que por serem angolanos não servem.

6) Um grupo de predadores que se confunde com o Estado utiliza o sistema financeiro nacional para executar operações ilícitas de branqueamento de capitais, enriquecimento ilícito e corrupção, dentro e fora de Angola e a justiça angolana mostra-se incapaz de investigar e julgar tais crimes.

Perante este quadro, o que devemos fazer?

Mudanças profundas exigem ajustes profundos, medidas correctivas profundas que a Comissão Política não tem legitimidade para as tomar. No nosso calendário político partidário, o próximo ano é ano do Congresso. Precisamos de começar a aprofundar a análise desta situação para que seja levada ao Congresso a fim de que este possa responder com propriedade e autoridade a estas ameaças e desafios.

A nossa agenda para esta reunião inclui um ponto que se destina a cumprir com o requisito estatutário, que nos obriga ouvir o parecer da Comissão Política antes de convocar o Congresso. Gostaria, portanto, nos termos dos Estatutos, ouvir o parecer da nossa Comissão Política sobre a necessidade de realizarmos o nosso XII Congresso Ordinário no próximo ano de 2015.

Caros companheiros,

Ao contrário da opinião largamente difundida, os regimes autoritários sultânicos são construções sempre frágeis e precárias, apesar de poderosas e opressivas. Segundo Linz, esses regimes são débeis, frágeis, instáveis e precários e, talvez precisamente por terem consciência disso, recorrem à repressão e à opressão.

Temos de nos posicionar para o futuro AGORA, porque a História.

Por outro lado, creio ter chegado o momento para se transformar a UNITA num instrumento ao serviço de toda a sociedade. A UNITA precisa de estabelecer novos cenários de intercomunicação com o eleitorado de natureza estável e permanente, para facilitar o acesso do eleitor ao nosso Partido, seja para questionar, seja para filiar-se, seja para sugerir medidas de política específicas para salvaguarda dos seus interesses pessoais, de grupo ou de classe.

Há que transformar as nossas sedes em locais de participação social, onde o cidadão se informa e apresenta propostas para resolução dos problemas sociais.

Há que maximizar o uso de todos os recursos que as redes sociais colocam à nossa disposição e colocá-los ao serviço da concepção participativa da democracia que a UNITA preconiza. Há que colocar o nosso Partido ao lado do cidadão, em cada esquina, em cada aldeia, em cada Bairro, em cada área de intervenção social, para melhor compreender a realidade individual e social em que se desenvolve a cidadania e aumentar o grau de interacção com ela, visando a mais ampla e efectiva participação dos cidadãos na vida pública.

Numa palavra, há que preparar os cidadãos para assumirem, eles mesmos, o poder político, seja o poder autárquico, seja o poder do Estado.

A posição da UNITA como interlocutor incontornável na busca de soluções para o país, está consolidada. A condição da UNITA de força estruturada e experimentada, capaz de manter a estabilidade do país, é indiscutível. É com este espírito e alto sentido de responsabilidade perante a história que devemos encarar as nossas reuniões, a partir de hoje. Já não estamos aqui apenas para tratar assuntos internos da UNITA. A UNITA hoje é muito mais do que a UNITA. Angola espera pela UNITA. Todos os assuntos da UNITA afectam o país, porque a UNITA é tudo o que os milhões de sofredores têm para realizar o sonho da sua cidadania!

Declaro aberta a IV Reunião ordinária da Comissão Política.
Muito obrigado.
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grupo parlamentar - actividade
Intervenção do Dep. Raul Danda nas discussões sobre OGE/2015 na Especialidade
REPÚBLICA DE ANGOLA
ASSEMBLEIA NACIONAL
GRUPO PARLAMENTAR DA UNITA

OGE 2015–ESPECIALIDADE – SECTOR REAL DA ECONOMIA – 20.11.13


Excelência Senhor Presidente da Sessão;
Ilustres Auxiliares do Titular do Poder Executivo;
Caros colegas Deputados;
Minhas Senhoras e meus Senhores:


Somos chamados aqui, a exemplo do que vem sendo feito anos a fio, para mais um exercício de aconselhamento construtivo, sim, mas chamando as coisas pelos seus nomes. O Grupo Parlamentar da UNITA, conforme dizia na sua declaração política feita no passado dia 13, não se vai cansar de apontar as falhas e dizer o que acha que devia ser o caminho a seguir para termos orçamentos mais equilibrados, mais verdadeiros, com menos buracos, menos sacos (azuis, verdes, vermelhos, ou outros) que concorressem, de facto, para os objectivos, os mesmos, que vêm sendo inscritos no Relatório de Fundamentação do Executivo, entre os quais a melhoria da qualidade de vida dos angolanos, a garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento, a inserção da juventude na vida activa, a inserção competitiva de Angola no contexto internacional, a preservação da unidade e da coesão nacionais.

Desde já, este exercício de análise do OGE, na Especialidade, começou anteontem, segunda-feira, com uma nota negativa: a ausência dos senhores ministros na auscultação aos parceiros sociais; auscultação de algum modo inútil, sempre realizada de forma serôdia, pelos frutos que a mesma não produz. É nosso entender que essa auscultação teria sido de algum modo frutífera se fosse feita no momento da feitura da proposta de OGE. Mas assim não tem sido, apesar de, todos os anos, aconselharmos o Executivo a faze-lo. Os parceiros sociais deixam-se os seus afazeres, vêm para aqui, emitem as suas opiniões, muito válidas, por sinal, e de que servem? A promessa de que poderão ser tidas em conta em “exercícios futuros”, sem que se saiba em que futuro mora esse “futuro”. Eles próprios disseram-no. E é pena que o Executivo tenha estado ausente para ouvi-lo directamente. Mas como os deputados se transformaram em “mediadores” entre os parceiros sociais e o Governo que com eles não dialoga, o recado está dado.

Senhores membros do Governo,

Em nome de orçamentos mais equilibrados e participativos mesmo, os diferentes ministérios, governos provinciais, enfim, deviam primeiro ouvir a sociedade, através desses parceiros, e a proposta de OGE devia trazer, anexados, relatórios dessa auscultação. Isso não se faz e temos os orçamentos como os temos.

Como temos orçamentos que teimam em ter como único pilar de peso a receita petrolífera, V. Exas. estabeleceram despesas na ordem dos 73 biliões de dólares, quando a capacidade de captação de receitas se situava nos 43 biliões. E em vez de reavaliarem as despesas, preferiram optar pelo exagerado endividamento do país, na ordem dos 30 biliões. Num só ano! Este orçamento oferece aos angolanos o maior défice orçamental desde 2002.

SENHOR MINISTRO DAS FINANÇAS:

Que critérios terão ditado a escolha desse “corta-mato” marcado por tão grande endividamento? Por que razão se insiste em viver apenas do petróleo, tendo a economia sempre sujeita a terramotos (ou “economotos”), com o tremer do preço desse produto?

O preço do barril do petróleo baixou e, muito infelizmente, continua essa tendência. Hoje, os senhores estarão certamente a coçar a cabeça – passe o termo – com esse cálculo das receitas com base no preço de 81 dólares por barril de petróleo. Mas uma coisa que não foi dita e que gostaríamos de saber é o que se foi fazendo com o diferencial entre os 95 dólares orçamentados e os mais de 110 dólares que vigoraram como preço real?

Os angolanos estão preocupados com o facto de os orçamentos trazerem sempre optimismos exagerados do PIB. Toda a gente sabe, toda a gente vê que não é assim!


SENHOR MINISTRO,

Esta proposta de OGE é, para não variar, excessivamente optimista e contém conclusões bastante contraditórias face à realidade dos factos:
• Se em 2014 há registo de um desequilíbrio das contas internas e das contas externas, com as primeiras a registar um défice global de 0.2% do PIB, e as segundas a indicarem uma balança de pagamento de 2.7 mil milhões de dólares – o que representa mais de metade do défice registado em 2009, altura em que ocorreu a crise económica mundial;
• Se as exportações petrolíferas caíram em cerca de 4.6% do previsto em 2014 – e tudo indica que esta tendência decrescente irá manter-se ainda por muitos meses, devido ao fraco comportamento das principais economias mundiais, às tensões políticas externas e os factores operacionais negativos no país;
• Se o nível de execução do OGE de 2014 não foi para além dos 81%;
• Se os Programas de Investimento Público foram executados em apenas 71%;
• Se o OGE para 2015, comparativamente ao de 2014, é inferior em 6.5 mil milhões de kwanzas;
• Se o PIB de 2014, que o Executivo previa crescer em 8.8%, ao que tudo indica vai crescer menos de metade disso;
Como entender que, de um contexto tão frágil e fragilizado se possa ter um crescimento do PIB, em 2015, na ordem dos 9.7%, calculado com base num crescimento do sector petrolífero de 10.7% e do sector não-petrolífero de 9.2%?

SENHOR MINISTRO,

Mais uma vez o Governo vai gastar 381,9 mil milhões Kz, isto é, 5% do OGE, em “outros serviços”. Agradeço que o Senhor Ministro das Finanças explique aos Deputados e aos angolanos, de modo geral, o que são esses “Outros Serviços”.

Por outro lado, e apesar de haver uma ligeira melhoria, continuamos a verificar que a distribuição do bolo orçamental vai continuar a jogar a favor das assimetrias. A estrutura central de governação continua com 72% das receitas totais, continuando a cuidar da maioria dos projectos, mesmo os de impacto local; enquanto as estruturas locais ficam com 28%. Melhorou um pouco. Mas quando se pode fazer mais – porque pode-se, sim – é preciso fazer. Até porque isso facilita a prossecução do objectivo traçado no vosso “Plano Nacional de Desenvolvimento” de garantir os pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento. Porque razão insistem com esse “controlar-tudo-cá-em-cima”?

No debate na generalidade, solicitei ao senhor Ministro das Finanças um esclarecimento sobre notícias postas a circular segundo as quais o Executivo teria emitido mais uma garantia soberana a favor da BIOCOM, que parece ter esbanjado o seu capital e pediu socorro ao Titular do Poder Executivo. Hoje, poderá dizer-nos alguma coisa sobre o assunto? Eu agradeço.


SENHORES MINISTROS,

Como é que se pode pretender falar em crescimento visível, com peso, do sector não-petrolífero, com o desprezo permanente a um sector importantíssimo como a agricultura? Como é que se pode pretender falar em diversificação eficaz da economia quando as verbas destinadas à Agricultura voltam a baixar este ano, caindo em 10%, para 53 mil milhões Kz, para um sector de importância estratégica na diversificação da economia e no combate à pobreza? E o senhor Ministro da Agricultura não diz nada?

Para empolar o peso da Agricultura eleva-se o número de agricultores no país a cerca do dobro do que realmente existe. Fala-se em 2.5 milhões de agricultores! Estão aonde se o os números do censo dizem que são quase metade disso? E é com esses números falsos que se pretende empolar o PIB! Tenham dó!

O meu colega Deputado Vitorino Nhany está sempre a falar da falta de assistência técnica ao sector agrícola. Os parceiros sociais também o disseram, anteontem. Somos potência regional – pelo menos pretendemos – mas os nossos camponeses continuam com o primitivismo da enxada!

SENHOR MINISTRO DA ECONOMIA:

A página 112, nas “Despesas Por Programa”, traz uma rubrica designada “Programa de Deslocação Industrial”, com a verba de 32.2 milhões de kwanzas. Na página seguinte há uma outra denominada “Programa de deslocalização Industrial”, este já com uma verba 790.3 milhões de kwanzas. O que significará isso?

Por outro lado, nessa página 113, temos duas vezes a mesma coisa: “Programa de desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas”, com verbas diferentes. Um erro?

SENHOR MINISTRO DA CONSTRUÇÃO:

1. Todos os anos temos construção de edifícios no âmbito do Protocolo de Lusaka, e isso nos últimos cerca de 20 anos ou mais. Em 2015, o que é que se vai construir de facto?

2. No país, o primeiro local onde se prometeu a construção de uma centralidade foi Cabinda. Têm estado a nascer centralidades noutros pontos do país, o que é bom. Mas, e Cabinda? Tem sido falta de verbas, estabelecimento de outras áreas prioritárias, ou há outros motivos?

3. Na auscultação realizada na segunda-feira com os parceiros sociais, falou-se do facto de estarem a ser plantadas muitas palmeiras – segundo diziam – mal plantadas, com custos de aquisição e de manutenção muito elevados, quando se podia optar por soluções que podem minimizar melhor os custos. Porque adoptar esse tipo de soluções?

4. Este Parlamento tem sido chamado a aprovar os orçamentos para aqui trazidos por V. Exas., mesmo se proibido de fiscalizar a execução dos mesmos. Mesmo a título informativo, é possível dizer-nos em que pé anda o novo Aeroporto de Luanda?

5. Por último, na página 173 da proposta de OGE, está inscrito um “programa nacional de construção de infraestruturas administrativas e autárquicas”, com cerca de 41 milhões de dólares. É com esse dinheiro que vamos fazer autarquias ou é mesmo para ir marcando o passo à espera que o ano de 2017 chegue e passe?

SENHOR MINISTRO DOS PETRÓLEOS

Este Orçamento, diz-se, assume os grandes objectivos nacionais fixados no plano nacional de desenvolvimento do Executivo para o período de vigência do vosso mandato, a saber 2013-2017. Entre esses objectivos, a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Ora, há relativamente pouco tempo, aos angolanos foi dada a assistir a triste cena de jovens profissionais da Clínica Girassol que, cansados do tratamento desigual; cansados da política injusta de “salário desigual para trabalho igual”, com agências que exploram e roubam os trabalhadores enquanto o Governo observa o filme; resolver usar a ferramenta constitucional da greve. Como muitas vezes é privilegiado quem viola a lei, muitos foram postos na rua, enquanto a outros era dito “ou aceitas estas condições humilhantes, ou vais para a rua”! É esse o tratamento dado por uma instituição hospitalar que até nega assistência de emergência ao filho de um dos seus enfermeiros. A Clínica Girassol está ligada aos petróleos. O Senhor Ministro não faz nada? Na Huíla, trabalhadores da SONANGOL, foram postos na rua sem o mínimo ressarcimento. O Senhor Ministro não vai fazer nada?


SENHOR MINISTRO DOS TRANSPORTES:

1. Hoje não vou falar do Porto de Águas Profundas do Caio, sobre se vem ou não vem. Isso vou esperar. Para quem esperou desde a realização do 1º Congresso do MPLA, altura e que se prometeu esse porto, pode esperar mais um pouquinho. Se não for nesta, será na outra encarnação, se Deus quiser. Quero apenas é pedir que o seu ministério assegure que não sejam atropelados os direitos dos cidadãos naquela zona onde poderá nascer, finalmente o Porto. Não estou a afirmar que seja o seu ministério a atropelar esses direitos. As empresas que vão ou estão a trabalhar no local (a EMCICA e a Caio Porto) levaram para lá as máquinas sem que se tivesse feito a necessária negociação com quem tem direitos sobre aquela parcela de terra. O senhor Ministro conhece bem o proprietário, o mais velho Pedro Cláver. Ele já está muito velho mesmo e, a cuidar dos assuntos da família, foi o seu filho José Barreto Cláver Pitra. As 59 cabeças de gado do homenzinho foram levadas para parte incerta, ao que se diz por pessoal do governo provincial de Cabinda; o senhor José Barreto Cláver Pitra foi posto na cadeia, por orientação do senhor procurador provincial, em cumprimento de ordens superiores – as eternas “ordens superiores” – transferido da DPIC para a penitenciária do Yabi; e agora por enquanto em liberdade depois do pagamento de uma caução de 2.7 milhões de kwanzas.

Senhor Ministro, o método é a diálogo, primeiro, e a concertação, para depois se passar para a indemnização. Nunca a intimidação e a violência. A meu pedido é que, enquanto governante, ajude a salvaguardar os direitos dos cidadãos.

2. Gostaria de aproveitar a oportunidade para solicitar ao senhor ministro que nos informe sobre que parceria terá sido assumida entre a TAAG e a EMIRATES, em que consiste e quando começa.


SENHOR MINISTRO DA ENERGIA E ÁGUAS:

O sector sob sua responsabilidade não é fácil; é complexo. Exige de si muito trabalho e muita perspicácia. No entanto, não podemos deixar de levantar as questões na busca de correcções.

Em Cabinda, os problemas de luz estão as ficar insuportáveis. A central térmicas de Santa Catarina, inaugurada há pouco tempo, queimou uma coisa qualquer no momento em que se fazia o ensaio. Não se conhece horizonte temporal para resolver o problema, e o povo está a sofrer. E, para mal dos pecados, a turbina do Malembo – o meu Malembo – não funciona. A situação está má.

SENHOR GOVERNADOR DO BANCO NACIONAL DE ANGOLA:

1. No passado dia 13 de novembro, quando esta proposta de OGE para 2015 era debatida, na generalidade, exprimi algumas preocupações, minhas e de grande parte dos angolanos, sobre o que se passou com o Banco Espírito Santo Angola – que se transformou em hoje Banco Económico, S.A. O Senhor Governador prometeu que iria fazer-se luz sobre as legítimas preocupações dos angolanos, relativamente ao que se passou no e com o Banco Espírito Santo Angola.

No entanto, foi com uma acentuada preocupação que ouvi o Senhor Governador dizer que nesse processo de metamorfose desse banco, não tinha entrado um único kwanza público. A verdade é que, depois da assembleia-geral extraordinária de accionistas, realizada aqui em Luanda no dia 29 de Outubro transacto, era notícia de capa pelo mundo fora que a SONANGOL tinha entrado no BESA, que passava a Banco Económico. Tenho fé que, com a conclusão do processo – conforme prometeu V. Exa. – iremos saber o que terá ditado a expulsão da parte portuguesa, a continuidade do accionista Geni, S.A., que anteriormente detinha uma participação de 18,99%; ou a entrada para o capital do agora Banco Económico da Lektron Capital (de accionistas chineses, ligado a Pam Sam) e da própria SONANGOL.

Nessa altura certamente saberemos também o que vai ser feito da posição do BES de Portugal, que considerou que as decisões tomadas na Assembleia Geral Extraordinária de 29 de Outubro são “inválidas e ineficazes”, pelo facto de a representante do BES ter alegadamente sido impedida de participar na reunião, sob pretexto de se ter atrasado, pois, para que a assembleia pudesse reunir e deliberar sobre qualquer assunto, seria necessário que todos os accionistas do BESA estivessem presentes na reunião e, ainda, que aceitassem deliberar sobre os pontos da ordem de trabalhos, o que não sucedeu. Bem, sobre isso esperar pelos esclarecimentos. Agora, mesmo com o envolvimento da empresa estatal de hibrocarbonetos o Senhor Governador mantém a asserção de que esse banco não tem nenhum kwanza público?

Muito Obrigado Senhor Presidente
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Moção de Apoio da Liga da Mulher Angolana, em saudação à digressão com sucesso do Presidente do Partido, Dr. Isaías Samakuva
“Na vida de um homem há um horizonte material que representa o querer e o ser, para além dele está a felicidade que se alcança através da luta”
Dr. Savimbi

Os membros do Comité Nacional da LIMA residentes em Luanda, reunidos nesta sexta-feira, em sessão extraordinária para os preparativos da reunião magna, prevista para Dezembro próximo, saúdam e felicitam Sua Excelência o Presidente do Partido Dr. Isaías Henrique Ngola Samakuva, pelo périplo que efectuou ao exterior do país, passando por países como: Portugal, Cabo Verde, França e Bélgica, onde com sucesso conseguiu espalhar a mensagem dos angolanos, “os sem voz”.

A LIMA reconhece o desempenho do Presidente Samakuva na condução do povo destemido de Angola, procurando buscar a dignidade, Liberdade e bem-estar social.

Reafirmamos o nosso total e incondicional apoio à clarividência da Direcção do Partido que nos momentos mais difíceis tem sabido gizar os melhores caminhos para a manutenção, preservação da paz, unidade e reconciliação nacional entre os angolanos.

A Liga da Mulher Angolana repudia com veemência todas as tentativas de exclusão e implosão da UNITA, todos os actos de violência política, mormente os recentes pronunciamentos dos governantes do país.

Senhor Presidente! Seja bem-vindo à casa, que Angola e os angolanos estão e contam contigo.

Luanda aos 21 de Novembro de 2014
O Comité Nacional da LIMA
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014