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Tribunal Supremo arquiva processo a favor de Trabalhadores
Um grupo de Deputados da UNITA visitou muito recentemente os trabalhadores da ENDIAMA na zona diamantífera de Kafunfu, Município do Kuango, na Lunda Norte, despedidos em 1992, que acusam o Tribunal Supremo de arquivar o seu processo de indeminização.

A sentença foi proferida em 2004, na sala de trabalho do tribunal de Luanda, a favor dos trabalhadores, tal como divulgou a Rádio Despertar.

Os ex-trabalhadores da ENDIAMA aproveitaram a ocasião para expor o seu problema aos defensores do povo na casa das Leis.

“O Tribunal Supremo não está a fazer a justiça ao manter o processo pendente desde Dezembro de 2011, tornando-se o processo desses trabalhadores num comércio de gestões de ENDIAMA, em detrimento de cerca de 5 mil trabalhadores, ante a passividade de quem de direito”.

Os antigos funcionários acusam ainda o Tribunal Suprema de proteger a elite da empresa, em detrimento de mais de 5 mil trabalhadores, que clamam pelo cumprimento da sentença do Tribunal de Luanda.

“Angola está hoje transformada num estado sem regras, onde conter um destes que gozam prerrogativas e estatutos de angolanos, podem fazer os filhos dela o que bem lhe vier a tona porque se sentem protegidos pela nomenclatura”.

O Assessor Político do Grupo Parlamentar da UNITA, Figueiredo Mateus, deu a conhecer que “O grande propósito foi atender a um grito dos trabalhadores da ENDIAMA abandonados, alguns dos quais despedidos sem indeminização, a altura da declaração, se é que foi feita. Da falência da empresa ficaram a deriva acima de 5 mil trabalhadores, que têm famílias. É fácil fazer as contas. 5 mil trabalhadores, se cada trabalhador tiver no seu agregado três membros, a conta vai para muito em cima.

“No encontro que fizemos com eles, lemos no rosto de cada um uma única imagem, o sofrimento. Aqueles com que falamos, nas suas palavras, são os sobreviventes. Já muitos esperaram pela indeminização, pelo pagamento dos últimos salários, e assim por diante, não conseguiram resistir até agora”, disse.

De acordo com Figueiredo Mateus, se conseguiu vivenciar, aquilo que se pode chamar por “Apartheid Angolano”; uma estrada melhor para aqueles que estão no poder; geram riquezas, tiram diamantes; e uma outra que é para o angolano que tem que passar por uma estrada muito tortuosa, com buracos, com ravinas; porque, a estrada é extremamente péssima. Esse é o termo, só para colocar o nome as coisas e chamá-las. De modo que o cenário desolador, a fotografia com que saímos daqui é que, faz sangrar o coração, e acho que tem o país que temos.

O Político acrescentou.

“Nós pertencemos a um Grupo Parlamentar que está bem representado na Assembleia Nacional. Estas tristes fotografias que trazemos daqui do modo como os angolanos são tratados nas minas, do modo como são remunerados, as privações por que passam, e assim por diante, podem eventualmente potenciar alguns ante-projectos para que possamos defender os angolanos.

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Domingo, 23 de Setembro de 2018