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UNITA reage ao discurso de João Lourenço no Parlamento Europeu
Reagindo aos pronunciamentos do Presidente da República de Angola na sede do Parlamento Europeu, o líder parlamentar da UNITA afirmou disse esperar que a passagem do governante angolano pela mais importante instituição europeia “ lhe permita também transportar para o País [Angola] aquele tipo de postura, aquele tipo de Democracia, aquele tipo de práticas verdadeiramente transparentes, porque nós estamos ainda muito distantes”.

Segundo Adalberto Costa Júnior, a reforma das instituições é o que mais Angola precisa neste momento.

“A Reforma das Instituições que é aquilo que nós mais defendemos, ainda é uma verdadeira ilusão, e tem sido uma das questões que a Oposição mais exige ao Novo Presidente. Eu sei, por exemplo, que o Novo Presidente acha que não há partidarização das Instituições”, disse o líder parlamentar da UNITA, para quem o novo chefe de estado angolano “fará pouco para acabar com a partidarização, que é efectivamente um dos maiores cancros que nós temos hoje”.
“Nós continuamos a ter estruturas, absolutamente partidarizadas, o sentimento de pertença continua a ser uma Lei, que determina direito à vida, direito a muitas questões ainda no nosso país. E, continuamos a ter um Partido Estado que se sobrepõe ao Estado, onde a angolanidade está transferida para o segundo plano, comparados com os interesses do MPLA”, prosseguiu Adalberto Costa Júnior.
Um dos sinais que para o líder parlamentar é indicador de que continuaremos a ter João Lourenço na rota do antigo Presidente JES é a predisposição do primeiro em ocupar o cargo de Presidente do MPLA.
“Este Presidente da República está indicado como o futuro Presidente do MPLA. E, eu estou desiludido, porque eu esperei que, pelo menos a partir dele começássemos a separar aquilo que são os interesses do Estado e aquilo que são os interesses do Partido. Qualquer que seja o Presidente que venha, que sobrepõe a Missão de Presidência da República com do Partido, está excluir quem não é desse Partido. Portanto, João Lourenço aqui está a deitar fora uma oportunidade extraordinária, de começar a interpretar verdadeiramente a Reforma das Instituições”, argumentou Adalberto Costa Júnior.
Outra preocupação do dirigente da UNITA prende-se com o facto de João Lourenço ter dito aos Eurodeputados que o seu Executivo pretende adoptar o gradualismo na implementação das autarquias locais.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a auscultação em curso no país é para inglês ver.
“Ele [João Lourenço] fez uma afirmação, que me deixou muito preocupado, a questão de termos este mês uma Auscultação Pública sobre as Autarquias, e ele ter afirmado que vamos ter gradualismo, vamos ter isto; afinal a auscultação é um engodo, é um engano, porque ele já tem as acções feitas e anunciadas no Parlamento Europeu. Então, eu acho que sim, foi uma ida importante, sem dúvida, mas também há algumas das questões que eu ouvi, é uma oportunidade perdida. Porque, o tempo acabará por provar, e aquele é um Parlamento sério. Porque, as pessoas estão a acompanhar, vão fazer contas no tempo, se o que se diz é exactamente aquilo que vai ocorrer”, continuou Adalberto Costa Júnior, alertando que depois vamos tirar conclusões, se as promessas forem cumpridas vamos ganhar todos, seguramente, ele também, se as promessas não forem cumpridas vamos perder todos, como angolanos, certamente, ele também.
Adalberto Costa Júnior diz por outro lado que os indicadores presentes não são melhores, não passam de marketing, dá exemplo de ausência de diálogo sério e profundo.
“O Orçamento Geral do Estado deste ano, que é o documento importante da governação de João Lourenço, não permitiu nenhum tipo de buscas, de auscultação, de consensos. O governo trouxe, fez o que lhe apeteceu, não ouviu, e mais: as nossas ofertas, e nós estivemos disponíveis para poder sentar, e introduzir algumas alterações, fomos insultados e fomos acusados de chantagem, porque queríamos fazer uma negociação, que permitisse uma alteração as posturas habituais. E, nós não tivemos um exemplo bom desse espaço”, afirmou o líder parlamentar da UNITA, lamentando ausência de consensos, em matérias sensíveis e de interesse nacional.
Adalberto Costa Júnior espera que na abordagem sobre questões das autarquias locais haja abertura efectiva para busca de alguma concertação em prol do interesse nacional e se tenha em conta exemplos passados que foram muito negativos.
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Terça-feira, 17 de Julho de 2018